Motiva e EcoRodovias concluíram a operação de investimento para desenvolver e operar conjuntamente uma plataforma digital de gestão e processamento de pedágios em pórticos com tecnologia free flow. Após aprovação pela Superintendência-Geral do CADE e o cumprimento das condições precedentes, cada empresa passa a deter 50% do capital da INOVAP 5, operadora da PedagioDigital. O fechamento consolida a agenda de digitalização e interoperabilidade anunciada no fim de 2025 e materializa o Acordo de Investimento com a EcoRodovias para a plataforma free flow via Inovap (50%/50%), desenhado para atender exigências regulatórias e padronizar o clearing entre concessionárias. Ao formalizar a governança compartilhada, as companhias ganham escala para integrar pórticos, meios de pagamento e antifraude, reduzindo perdas de arrecadação e elevando a previsibilidade de caixa em contratos de longo prazo.
Operacionalmente, o marco chega no momento em que a Motiva acelera a adoção do free flow em corredores paulistas, exigindo back office robusto para cobrança, conciliação e gestão de inadimplência. Em novembro de 2025, a empresa destacou crescimento de tráfego no critério comparável e a migração da Raposo Tavares para pórticos em 01/10, evidenciando a necessidade de interoperabilidade para transformar o avanço físico em previsibilidade financeira. Com a PedagioDigital, a expectativa é ampliar elasticidade de demanda, melhorar a experiência do usuário e reduzir fricções de arrecadação, reforçando margens reguladas ao longo do prazo concessionado — pontos já antecipados na tração operacional de novembro/25 e migração para free flow na Raposo Tavares. A implementação de hoje, portanto, conclui a fase de desenho e aprovações e inicia a etapa de captura de eficiências e monetização do ecossistema de pagamentos em pórticos.
No eixo financeiro, a parceria também dialoga com o playbook de “funding casado” com CAPEX regulado em cada concessão, preservando a liquidez da holding. Ao ancorar investimentos físicos e digitais com passivos de longo prazo no perímetro das concessões, a Motiva reduz descasamentos, estabiliza métricas e acelera a conversão de eficiência operacional em fluxo de caixa contratual. Esse arranjo ficou claro na 1ª emissão de debêntures da Motiva Pantanal de R$ 1,4 bi, que exemplifica como a companhia financia obras e sistemas aderentes aos contratos, de pórticos e comunicação ao back office e governança de dados. A combinação de escala tecnológica compartilhada com disciplina financeira e ambiente regulatório mais previsível fortalece a tese de menor volatilidade, maior previsibilidade de caixa e execução consistente nas concessões rodoviárias.







