A Motiva (MOTV3) aprovou, por seus Conselhos e o da controlada Concessionária de Rodovia Sul-Matogrossense S.A. (Motiva Pantanal), a 1ª emissão de debêntures simples da Motiva Pantanal, não conversíveis em ações, quirografárias, com garantia adicional fidejussória da holding, em série única, no montante de R$ 1,4 bilhão. A distribuição pública terá garantia firme para 100% dos títulos e ocorrerá sob rito de registro automático, conforme a Resolução CVM 160, em consonância com a Resolução CVM 44. Os recursos serão destinados ao pagamento de dívidas contratadas, novos investimentos e despesas de capital do projeto, nos termos da escritura, reforçando o casamento entre financiamento e ciclo de obras. O movimento dá sequência à disciplina de capital pós-desalavancagem e foco em ativos regulados, iniciada com a venda da Plataforma Aeroportos para a ASUR, que simplificou o portfólio e reduziu o custo de capital, abrindo espaço para funding competitivo no perímetro rodoviário.

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Estratégicamente, a emissão na Motiva Pantanal reforça o playbook de “funding casado” com CAPEX regulado em cada concessão, reduzindo descasamentos e preservando a liquidez da holding. Essa abordagem já havia sido explicitada no acordo com a EcoRodovias para a plataforma free flow da Inovap, quando a companhia detalhou a combinação de investimentos físicos e digitais com passivos de longo prazo, acelerando a digitalização (pórticos, clearing e cobrança) e transformando eficiência operacional em previsibilidade de caixa. Ao replicar esse arranjo financeiro no Pantanal, a Motiva sustenta a agenda de obras e modernização com estruturas aderentes ao fluxo regulado e ao horizonte contratual da concessão, sem pressionar a estrutura corporativa.

O momento também se beneficia de maior visibilidade regulatória, que tende a apoiar emissões no nível das concessões. Recentemente, a companhia avançou na conversão de pleitos em ativos contratuais, como o reconhecimento dos desequilíbrios de COVID pela ARTESP em AutoBAn, SPVias, Renovias e Rodoanel, etapa que geralmente antecede aditivos com extensão de prazo e inclusão de obras elegíveis. Esse padrão — previsibilidade de receita regulada, cronogramas pactuados e CAPEX elegível — reduz volatilidade, melhora a percepção de risco dos credores e cria um ambiente mais propício para ofertas com garantia firme e registro automático, como a anunciada para a Motiva Pantanal. Em linha com o comunicado, a companhia ressalta que o material é informativo e que as demais condições constam da escritura de emissão.

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