Nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a Motiva (MOTV3) comunicou, nos termos da Resolução CVM nº 44, que a Capital International Investors (CII) reduziu a participação que administra em ações ordinárias para 95.656.895 papéis, equivalentes a 4,74% dessa espécie, conforme Comunicado de Redução de Participação Acionária endereçado ao diretor VP Financeiro e de RI, Rodrigo Araujo Alves. Em linha com práticas de mercado, a companhia ressalvou não ser responsável pelo conteúdo do comunicado do investidor. No contexto da base acionária, movimentos de entrada e saída de investidores institucionais têm sido recorrentes — vide o cruzamento de 5% pela BlackRock em novembro/25 — e refletem rotação de carteiras em torno de uma tese que vem sendo reforçada por marcos operacionais e financeiros.
Este ajuste de posição da CII ocorre sobre um pano de fundo estratégico que aumentou a previsibilidade de caixa, simplificou o portfólio e reduziu o custo de capital, elementos que usualmente ampliam a liquidez e a atratividade (e, portanto, também a rotatividade) da ação entre casas globais. O movimento consolida a rota iniciada com a realocação do foco para ativos regulados, ancorada por desalavancagem e alongamento de horizontes contratuais. Nesse encadeamento, destaca-se a venda da Plataforma Aeroportos para a ASUR, que destravou valor, reduziu a alavancagem consolidada e concentrou recursos em rodovias e trilhos — pilares que sustentam a narrativa de menor volatilidade e execução regulatória consistente.
Em paralelo, a companhia vem casando crescimento com financiamento dedicado no nível das concessões, fortalecendo a disciplina de capital e a visibilidade de resultados ao longo do ciclo de obras. Essa abordagem, ao reduzir descasamentos e preservar a liquidez da holding, ajuda a estabilizar métricas e a sustentar o perfil de risco-retorno que atrai investidores de longo prazo, mesmo com ajustes táticos de participação por parte de gestores globais. Exemplo desse playbook é a 1ª emissão de debêntures da Motiva Pantanal de R$ 1,4 bi, estruturada para alinhar funding às necessidades de CAPEX regulado, reforçando a coerência entre estratégia financeira e operacional que vem amparando a tese de Motiva.







