Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a Sabesp (SBSP3) retificou o Aviso aos Acionistas de 19/12/2025 para corrigir o valor por ação do JCP: o montante total permanece em R$ 1,798 bilhão, mas o valor unitário foi recalculado para R$ 2,567766478 por ação, com pagamento em 30 de abril de 2026. A atualização reflete o aumento de capital aprovado em 18/12 e a exclusão das 3.554.430 ações em tesouraria na data-base de 23/12/2025, ajustando o divisor do cálculo. Em essência, trata-se de um ajuste técnico que preserva o total a distribuir e alinha o per share à nova base acionária — consequência direta da aprovação do JCP de R$ 1,8 bi e do aumento de capital via capitalização de reservas.
O comunicado, assinado pelo CFO e DRI, Daniel Szlak, reforça a disciplina de governança e de disclosure sob a CVM 44: diante de mudanças na estrutura de capital, a companhia revisa o valor por ação para assegurar precisão e comparabilidade. Esse cuidado é coerente com a estratégia de previsibilidade regulatória construída em 2025, que dá lastro econômico ao payout no ciclo 2026–2029. Em particular, a correção por ação aparece como um capítulo operacional da mesma narrativa que sustenta receitas estáveis e modeláveis, amparadas pelo reajuste tarifário de 2026 e a leitura de tarifa de equilíbrio, elementos que conectam base remunerada, custos eficientes e cadência de remuneração aos acionistas.
Estratégicamente, a retificação consolida o encadeamento pós-privatização entre estrutura de capital, arcabouço regulatório e política de remuneração. Ao calibrar o per share sem alterar o montante total do JCP, a Sabesp preserva a proporcionalidade entre acionistas após a bonificação decorrente da capitalização de reservas e mantém coerência com a diretriz de payout para o médio e o longo prazos. Esse movimento dá continuidade à orientação apresentada na apresentação do plano pós‑privatização e a política de dividendos mirando 100% a partir de 2030, que combina previsibilidade tarifária, estabilidade de métricas e execução de um ciclo intensivo de investimentos até 2029. Em suma, mais do que um ajuste aritmético, o gesto reafirma a lógica de remuneração sustentada por caixa regulatório, governança e planejamento plurianual.







