Na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a EcoRodovias (ECOR3) divulgou as prévias de tráfego: o volume consolidado cresceu 26,4% em dezembro de 2025 ante dezembro de 2024 e 22,0% no acumulado de 2025 vs. 2024, totalizando 68.660 no mês e 764.163 no ano (veículos equivalentes pagantes, x mil). No critério comparável — que exclui Ecovias Noroeste Paulista (três praças a partir de 04/03/2025) e Ecovias Raposo Castello (três praças a partir de 30/03/2025) — o tráfego avançou 3,7% em dezembro e 3,9% no ano, somando 56.333 e 650.502, respectivamente. Em dezembro, Norte Minas (+11,7%) e Minas Goiás (+9,7%) cresceram, enquanto Sul (–3,1%) e Araguaia (–4,9%) recuaram; no ano, destaque para Norte Minas (+11,4%), Minas Goiás (+7,0%), Capixaba (+5,1%) e Leste Paulista (+3,9%), com leve queda em Sul (–0,6%) e Araguaia (–0,6%). As séries são gerenciais e sujeitas a revisão; Noroeste Paulista | 7 Praças avançou 5,8% em dezembro e 3,4% no ano; Noroeste Paulista | 3 Praças registrou 1.063 no mês e 11.288 no ano (não comparáveis), e Raposo Castello somou 11.264 em dezembro e 102.372 em 2025 (não comparáveis).
Esses números consolidam um padrão: o comparável segue crescendo na faixa de 3%–4% ao ano, enquanto o consolidado captura a monetização das novas praças abertas em 2025. A dispersão entre concessões reflete elasticidades locais, cronogramas de obras e sazonalidade (como a fraqueza de cargas no Sul), sem mudar a tendência agregada. Essa leitura dialoga com o padrão observado nas prévias de tráfego de novembro/25 — comparável +3,2% no mês e +3,9% no ano, com consolidado +26,2% impulsionado por novas praças, indicando continuidade do ramp‑up de Noroeste Paulista e Raposo Castello e um núcleo orgânico resiliente.
Para transformar volume em caixa com menos fricção, a companhia vem acelerando a digitalização da cobrança e a interoperabilidade entre malhas — alavancas que reduzem perdas e aumentam a eficiência de arrecadação, especialmente nas frentes em ramp‑up. O movimento foi estruturado pelo acordo de investimento com a Motiva para operar uma plataforma interoperável de free flow e meios de pagamento (Inovap/PedagioDigital). Na prática, a padronização tende a elevar a captura integral do tráfego nos pórticos, cumprir obrigações regulatórias e dar maior previsibilidade à conversão de volumes não comparáveis em receita recorrente ao longo de 2026.
Do ponto de vista financeiro, o ciclo já aparece nos números: tráfego comparável positivo, consolidado alavancado por novas praças e margens sustentadas por eficiência. Esse encadeamento ficou claro nos resultados do 3T25, quando o comparável subiu 3,2%, o consolidado avançou 26,4% e o EBITDA ajustado cresceu 23,3%, sinalizando que as frentes inauguradas em 2025 migraram de “volume” para “receita” e reforçando a capacidade de a EcoRodovias sustentar margens elevadas conforme o ramp‑up amadurece.
Em paralelo, a previsibilidade contratual reduz a volatilidade de caixa e ancora o planejamento de obras. A trajetória recente inclui o reconhecimento do desequilíbrio econômico‑financeiro da Ecovias dos Imigrantes pela ARTESP (dez/25) e a sequência de aditivos que reforçam previsibilidade contratual no portfólio paulista. Ao reiterar seu compromisso com as obrigações do Novo Mercado e a divulgação tempestiva de informações, a companhia alinha volumes crescentes, tecnologia de arrecadação e um arcabouço regulatório mais estável — combinação que sustenta a tese de continuidade para 2026.







