Em 05/12/2025, a ARTESP reconheceu o desequilíbrio econômico-financeiro da concessão Ecovias dos Imigrantes, da EcoRodovias (ECOR3), decorrente dos impactos da Covid-19 sobre a receita tarifária entre março/2020 e dezembro/2022. Atualizado para julho/2025, o montante soma R$ 138 milhões, líquidos de impostos. O próximo passo é a definição, pela agência, da modalidade de recomposição e a formalização do Termo Aditivo. Este movimento dá sequência ao reconhecimento do desequilíbrio econômico-financeiro da Ecovias Leste Paulista (DOE-SP de 19/11/25), quando o pleito da Imigrantes ainda seguia em análise, consolidando a estratégia de previsibilidade contratual e a robustez do ambiente regulatório paulista destacadas pela companhia.
Importante notar que se trata de um efeito pretérito: o choque de 2020–2022 é corrigido agora, enquanto a operação evoluiu ao longo de 2024–2025. O tráfego de pesados tem sustentado o comparável, mesmo sobre bases fortes, e a monetização de novas praças reforça a conversão de volume em receita. Há, ainda, ganhos de eficiência de arrecadação e maturação das frentes inauguradas em 2025, que ampliam a previsibilidade de caixa e reduzem volatilidade. Nesse contexto, as prévias de tráfego de outubro/25 mostraram alta de 7,9% na Imigrantes, enquanto o consolidado capturou a monetização das novas praças, sinalizando que o reequilíbrio atual corrige uma assimetria do período pandêmico sem alterar a tendência operacional recente. À medida que a ARTESP definir a modalidade e formalizar o Termo Aditivo, a concessão tende a alinhar horizonte de caixa e cronogramas de obras, com maior visibilidade para capex e nível de serviço.
Esse encadeamento regulatório vem se repetindo no portfólio paulista e reforça a coerência entre reequilíbrios, prazos e metas de investimento. Um caso emblemático foi o aditivo da Ecopistas que estendeu a concessão até 2042 e reequilibrou o contrato, consolidando a prática de casar recomposições com a vida útil dos ativos e reduzindo incertezas para a execução. O reconhecimento na Imigrantes, portanto, não é um evento isolado: integra uma arquitetura regulatória que busca previsibilidade, disciplina de execução e estabilidade da geração de caixa ao longo da década, em linha com o compromisso de divulgar informações relevantes conforme a legislação vigente.







