A EcoRodovias (ECOR3) encerrou o 3T25 com lucro de R$ 430 mi, receita líquida ajustada de R$ 2,0 bi (+18,5%) e EBITDA ajustado de R$ 1,5 bi (+23,3%), margem de 76,2%. O tráfego consolidado cresceu 26,4% e o comparável 3,2% ante 3T24, sustentado por pesados (+4,5%), reajustes tarifários e pela monetização das novas praças na Ecovias Noroeste Paulista e na Ecovias Raposo Castello. Esse desempenho consolida a aceleração operacional já visível nas prévias de setembro/25, com comparável +3,6% e consolidado +26,9%, mostrando que o ramp-up das frentes inauguradas em 2025 migrou de sinal em tráfego para captura de receita no trimestre. Os custos caixa ajustados (ex‑Ecoporto) recuaram 3,6% no 3T25, ajudando a levar a margem ao patamar de 76%.

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Do lado regulatório, o trimestre também refletiu efeitos de reequilíbrios: houve provisão de receita referente ao reajuste não aplicado na Ecovias Sul e, na Ecovias Capixaba, a assinatura (ago/25) do Termo Aditivo de modernização por 24 anos — com reconhecimento de contingências e reversão de impairment —, reforçando previsibilidade para um ciclo mais longo de execução. Esse movimento está alinhado à ampliação de horizonte da companhia, ancorada pelo aditivo que estendeu a concessão da Ecopistas até 2042 e reequilibrou o contrato, criando um fio condutor entre alongamento contratual, cronogramas de obras e maior visibilidade de caixa. Em paralelo, a entrega de obras (Anel Viário de Montes Claros/MG, duplicações e marginais em Catalão/GO) indica que o capex de R$ 1,3 bi no 3T25 (R$ 3,4 bi nos 9M25) já começa a gerar benefícios operacionais e de arrecadação.

Na frente financeira, a dívida bruta totalizou R$ 24,8 bi (líquida de R$ 20,5 bi) e a alavancagem ficou em 3,8x DL/EBITDA UDM, com caixa de R$ 4,3 bi e financiamentos contratados a desembolsar de R$ 11,5 bi para suportar o capex das concessões em ramp-up. O trimestre contou com emissões em diversas SPEs e na holding, dando sequência ao ciclo de liability management que alonga vencimentos e reduz risco de refinanciamento — trajetória materializada pela 7ª emissão de debêntures aprovada em 31/10/25, que alonga a duration até 2032 e substitui a 6ª emissão. Com esse encaixe entre tráfego crescente, contratos com horizonte estendido e passivos mais longos, a companhia mantém disciplina para financiar obras, preservar margens (75,5% nos 9M25) e distribuir caixa (R$ 214,7 mi em dividendos no 3T25), enquanto aditivos como o da Ecovias Leste Paulista, que estende o contrato até 2042, reforçam a previsibilidade da geração ao longo da década.

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