PRIO (PRIO3) reportou dados operacionais preliminares de dezembro/25 com produção média de 155.780 boepd e vendas de 4.573.885 bbl. Por ativo, foram 31.671 boepd em Frade; 15.731 boepd no cluster Polvo + Tubarão Martelo; 26.165 boepd em Albacora Leste (90%); e 82.214 boepd em Peregrino (80%). As vendas por ativo somaram 524.480 bbl (Frade), 601.121 bbl (Polvo+TBMT), 477.205 bbl (AL) e 2.971.078 bbl (Peregrino). No 4T25, a produção média foi de 127.944 boepd, com 10.861.840 bbl vendidos; em 2025, 106.375 boepd e 38.066.664 bbl. A companhia reforçou que Peregrino foi considerado a 80% por todo dezembro; como o closing da aquisição de 40% adicionais ocorreu em 11/11, a contribuição de novembro foi proporcional (68.783 boe/d). Em Polvo+TBMT, o poço POL-GY iniciou produção em 18/12 (~1,5 mil bpd), e em Albacora Leste a instalação do segundo compressor (13/12) permitiu a retomada da produção normalizada. Os números são preliminares e não auditados.

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Operacionalmente, dezembro aprofunda a inflexão de volumes e melhora o mix com o efeito integral de Peregrino a 80%, somado à retomada de AL após a redundância de compressão e ao incremento marginal do POL-GY. O movimento se conecta diretamente aos dados operacionais de novembro, que consolidaram a virada em Peregrino e anteciparam a solução de compressão em Albacora Leste, quando a companhia já indicava correção técnica no início de dezembro. Agora, com a redundância efetivada em AL e a rampa de Peregrino mais previsível, a base de produção ganha estabilidade enquanto as vendas do mês refletem calendário de offtakes e logística, não uma reversão da tendência. O fechamento do 4T25 acima de 127 mil boepd amarra o ano com patamar mais robusto para diluição de custos fixos na virada para 2026.

No plano estratégico, este patamar operacional encaixa-se na rota de eficiência e escala delineada para 2026, em que a normalização de Peregrino, a agenda de manutenção e a entrada de poços/injetores sustentam menor custo unitário e maior geração de caixa. Essa diretriz foi explicitada na queda projetada de 49% no OPEX de 2026 e no potencial de 107 mil bpd em Peregrino apresentados no PRIO Day 2025, que também detalharam redundâncias, workovers e a sequência de poços, além do avanço de Wahoo. À medida que a produção se estabiliza com AL normalizado e Peregrino ganhando tração em participação e confiabilidade, a previsibilidade de volumes e custos aumenta, reduzindo volatilidade e criando folga financeira para alocação disciplinada. Esse pano de fundo operacional reforça a capacidade de converter eficiência em retorno ao acionista por meio de um mecanismo recorrente de gestão de capital, como o novo Programa de Recompra de Ações aprovado em 17 de dezembro, que se apoia justamente na combinação de volumes crescentes, OPEX em queda e execução multiactivo.

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