A PRIO (PRIO3) divulgou dados operacionais preliminares e não auditados de novembro com produção total de 138.819 boepd, um salto relevante frente a outubro (89.584 boepd) e à média do 3T25 (88.168 boepd). Por ativo, a produção diária foi de 31.419 boepd em Frade; 13.983 boepd no Cluster Polvo + TBMT; 24.564 boepd em Albacora Leste (90%); e Peregrino (80%) indicado em 84.125 boepd. Com o closing em 11/11 da aquisição de 40% adicionais e da operação de Peregrino, o campo contribuiu proporcionalmente com 68.783 barris/dia no mês. As vendas somaram 5.165.927 barris (Frade 1.839.152; Polvo+TBMT 547.614; Albacora Leste 717.260; Peregrino 2.061.901). A companhia informou ainda uma falha no sistema de compressão de gás em Albacora Leste, sem redundância adequada, com solução prevista para a primeira quinzena de dezembro. Este resultado consolida o ponto de inflexão em Peregrino e a agenda de transferência de operação delineada nos resultados do 3T25, quando a companhia detalhou a retomada do campo e os marcos regulatórios para a transferência.

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Diferentemente do trimestre anterior, quando paradas em Peregrino pressionaram volumes e elevaram o lifting cost, novembro captura o efeito da normalização da produção e da maior participação no ativo, favorecendo o mix e a diluição de custos fixos. O impacto pontual em Albacora Leste tende a ser mitigado pela correção técnica já indicada e pelo portfólio multiactivo, enquanto Frade e Polvo+TBMT sustentam a base. As vendas robustas do mês refletem esse redesenho de volumes, abrindo caminho para uma trajetória mais estável antes da entrada de Wahoo em 2026. Esse pano de fundo operacional dialoga com a transparência e a recalibração tática da base acionária registradas no comunicado da Squadra em 25 de novembro, que conectou uma base investidora ativa à trajetória de volumes crescentes rumo a 2026.

Em termos de resiliência financeira, a continuidade do ramp-up de Peregrino, a solução da compressão em Albacora Leste e a disciplina comercial têm potencial para suavizar a volatilidade de curto prazo e sustentar geração de caixa na virada para 2026. A leitura de mercado recente indica um ambiente de hedge e reposicionamento que influencia liquidez e custo de capital sem alterar governança, respaldando a execução mesmo diante de choques operacionais temporários. Exemplos desse ajuste apareceram na redução de participação relevante em derivativos pelo UBS em 6 de novembro, sinalizando gestão ativa de risco por parte de participantes-chave — contexto que reforça a previsibilidade necessária para consolidar a virada operacional evidenciada em novembro.

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