Em 02/12/2025, a SLC Agrícola (SLCE3) informou que o CEO, Aurélio Pavinato, participará de mídias digitais do AgLíderes | AgFeed para discutir “As apostas de crescimento da SLC Agrícola em 2026”. O comunicado atende ao Ofício-Circular nº 7/2020-CVM/SEP, foi assinado por Ivo Marcon Brum (CFO e DRI), está datado de Porto Alegre, e traz os contatos de RI da companhia. A empresa registrou que o horário não foi divulgado e que o link de acesso foi disponibilizado pela SLC.
O movimento dá continuidade ao roteiro estratégico que a companhia vem apresentando ao mercado: escalar área e produtividade com disciplina de capital, via parcerias e irrigação, preservando flexibilidade financeira. Esse arranjo foi detalhado nos acordos com FIPs do BTG para criar SPEs e firmar parceria rural de 18 anos com remuneração atrelada à produção, que aliviam o balanço e garantem acesso de longo prazo à terra. Para 2026, a agenda de irrigação — com a expansão em Piratini até 13.204 ha — e a padronização de processos suportam resiliência climática e aumento de produtividade, enquanto a estrutura de funding alongado sustenta a execução entre plantio e colheita. Em conjunto, a presença do CEO em mídia setorial sinaliza que as “apostas” passam menos por eventos pontuais e mais pela execução consistente de um manual de crescimento já em prática.
No eixo operacional, 2026 nasce da base construída para a safra 2025/26, que já organiza escala, mix e proteção de preços. Essa trajetória ficou clara na projeção de 836 mil hectares para 2025/26 e consolidação do modelo asset light com 61% da área via JVs e arrendamentos, combinando hedge, antecipação de insumos e governança de dados. A integração de áreas e a expansão de irrigação formam o backbone para estabilidade de caixa e ganho de eficiência agronômica. Com essa arquitetura, as apostas de crescimento devem priorizar: aumento de produtividade em polos com irrigação, expansão contratual de terras com due diligence robusta, captura de sinergias operacionais com escala e uso de dados para otimizar o mix entre soja, algodão e milho — elementos que reduzem volatilidade e reforçam margens.
Além da execução no campo e da engenharia de capital, a companhia vem consolidando um posicionamento comercial e reputacional que dialoga com exigências de clientes globais. A presença do CEO no Fórum Planeta Campo – Especial COP30 defendendo a agropecuária regenerativa como padrão global mostrou que a SLC pretende traduzir métricas verificáveis (carbono, rastreabilidade, eficiência hídrica) em diferenciação comercial e acesso a mercados. Essa camada ESG-tecnologia é parte do caso de investimento: viabiliza MRV em escala, melhora a elegibilidade climática e pode influenciar custo de capital e prêmios de comercialização, reforçando as bases das metas de 2026.
Para sustentar crescimento com licença social, a empresa também reforçou governança territorial e separação do perímetro operacional, aspecto crítico quando a expansão envolve novas fronteiras agrícolas. Nesse sentido, os esclarecimentos sobre Parnaguá e a Política de Desmatamento Zero vigente desde agosto de 2021 evidenciam rastreabilidade, due diligence e métricas auditáveis como pilares do modelo asset light. Em outras palavras, as “apostas de 2026” conectam capital, operação e ESG: crescer com parcerias de longo prazo, elevar produtividade com irrigação e dados e transformar conformidade em vantagem competitiva junto a compradores globais.







