Em 28 de novembro de 2025, a Sanepar (SAPR3, SAPR4, SAPR11) informou que o Conselho de Administração, em sua 15ª reunião extraordinária do ano, destituiu três diretores e, na mesma sessão, elegeu seus substitutos, todos com posse em 1º de dezembro e mandato unificado até 10 de junho de 2026. Saem: Marcos Domakoski (Governança, Riscos e Compliance adjunto), Fernando Mauro Nascimento Guedes (Diretoria Administrativa) e Julio Cesar Gonchorosky (Meio Ambiente e Ação Social). Entram: Domakoski (Diretoria Administrativa), Guedes (Meio Ambiente e Ação Social) e Robson Augusto Pascoalini (Governança, Riscos e Compliance adjunto). O comunicado é assinado por Abel Demetrio, diretor financeiro e de RI.

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Mais que uma ruptura, a movimentação redistribui competências para atravessar 2026 com foco em previsibilidade regulatória, integridade e execução de projetos. O reforço em Governança, Riscos e Compliance dialoga diretamente com a necessidade de coordenação entre RI, planejamento tarifário e jurídico após a cautelar da Agepar que suspendeu o compartilhamento de ganhos com créditos fiscais, exigindo controles e comunicação consistentes até a decisão de mérito. Ao rotacionar executivos já familiarizados com a pauta regulatória e alocar um perfil técnico em GRC adjunto, a companhia sinaliza continuidade metodológica, preservando o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e mitigando riscos de decisões irreversíveis em um ciclo ainda sujeito a volatilidade climática e jurídica.

No eixo financeiro-administrativo, o deslocamento de Marcos Domakoski para a Diretoria Administrativa ocorre em um momento de preparação orçamentária para 2026, quando entram cronogramas plurianuais já provisionados e indexados, além de demandas de pessoal e compliance de compras. A diretoria ganhará relevância na orquestração entre custos, CAPEX e dividendos, sobretudo com obrigações previdenciárias de longo prazo em rampa. Esse desenho conversa com o plano de equacionamento do FusanPrev aprovado em 25/11/2025, que dilui desembolsos até 2038 e pede disciplina na execução para preservar liquidez e modicidade tarifária sem pressionar a alavancagem.

No front de projetos e ESG, a ida de Fernando Guedes para Meio Ambiente e Ação Social reforça a necessidade de licenciamento, engajamento comunitário e monitoramento de impactos socioambientais em empreendimentos estruturantes. A transição é coerente com a expansão no Norte do Paraná, cuja modelagem contratual prioriza previsibilidade de caixa, escalonamento de entregas e alocação de riscos. Esse arranjo operacional foi detalhado na consulta pública do SAINP que estruturou a locação de ativos precedida de obras, exigindo integração fina entre projeto, obra, operação e governança. Ao alinhar governança, administração e ESG, a Sanepar busca reduzir riscos de execução e manter a coerência entre estratégia, regulação e entrega de valor no ciclo 2025–2026.

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