Na quarta-feira, 15 de outubro de 2025, a EcoRodovias (ECOR3), sua controlada direta ECS e a controlada indireta Ecopistas informaram que a ARTESP aprovou, em 14/10, a minuta e autorizou a celebração do Termo Aditivo Modificativo nº 3/2025 ao Contrato de Concessão 006/2009. O aditivo viabiliza o reequilíbrio econômico-financeiro por meio da extensão do prazo da concessão em 40 meses e 4 dias, com encerramento agora em 21 de outubro de 2042. O reequilíbrio reconhece investimentos não previstos e já executados no Prolongamento da Rodovia Carvalho Pinto. A decisão foi publicada no DOE-SP de 15/10, e a companhia reiterou compromisso com a divulgação regulatória. Este movimento consolida a busca por previsibilidade regulatória e horizonte ampliado de caixa, em linha com o aditivo da BR‑101/ES/BA, com vigência de 24 anos e transição para a marca Ecovias Capixaba, que ancorou um novo ciclo de execução.

Continua após o anúncio

Ao estender Ecopistas até 2042, a companhia casa cronogramas de obras e reequilíbrios com a vida útil dos ativos e com um passivo mais longo, reduzindo risco de refinanciamento e suavizando o perfil de amortizações. Essa arquitetura tem sido um pilar do plano de 2025, que prioriza liability management, padronização de instrumentos e funding aderente ao ramp-up dos contratos recentes. Exemplo dessa disciplina é a conclusão do financiamento de longo prazo da Ecovias Noroeste Paulista (R$ 4,1 bi, com debêntures até 2047), que substituiu empréstimo-ponte e alinhou desembolsos e vencimentos ao ciclo de capex. Em conjunto, contratos mais longos e dívidas casadas elevam a visibilidade de geração de caixa e sustentam investimentos em segurança, tecnologia e capacidade ao longo da década e manutenção viária crítica.

Do lado operacional, o reequilíbrio associado às obras do Prolongamento da Carvalho Pinto tende a se traduzir em melhor qualidade de serviço e eficiência de arrecadação — com destaque para iniciativas de free flow, digitalização de meios de pagamento e pesagem em movimento. No portfólio, a resiliência de volumes e a monetização de novas praças vêm se confirmando mesmo sobre bases desafiadoras, como evidenciado nas prévias de tráfego de setembro/25, que mostraram comparável em alta e consolidado capturando o ramp-up das frentes inauguradas. Esse encadeamento sugere continuidade do ciclo de recuperação de tráfego e maior previsibilidade de caixa, criando um pano de fundo favorável para a execução do contrato da Ecopistas até 2042.

Publicidade
Tags:
EcoRodoviasECOR3