A EcoRodovias (ECOR3) reportou prévias de tráfego de setembro/25 em linha com a trajetória do 3º trimestre: na base comparável, o volume somou 54.977 mil veículos equivalentes pagantes (+3,6% ante setembro/24), enquanto o consolidado alcançou 67.332 mil (+26,9%). No ano, o comparável totaliza 482.774 mil (+4,0%) e o consolidado 559.051 mil (+20,4%). O consolidado inclui a arrecadação nas novas praças da Ecovias Noroeste Paulista (3 praças a partir de 04/03/2025) e da Ecovias Raposo Castello, desconsideradas no comparável. Por concessão, destacam-se Ecovias Norte Minas (+7,7%), Minas Goiás (+6,2%), Sul (+6,0%), Capixaba (+5,8%) e Imigrantes (+3,9%), com leve recuo em Araguaia (–0,6%). A base de comparação segue robusta, já que setembro/24 havia crescido 4,8%.

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O resultado consolida a continuidade da monetização das novas praças e a resiliência da demanda mesmo sobre bases fortes, espelhando o padrão observado nas prévias de agosto/25 que mostraram +3,3% no comparável e +27,1% no consolidado. A leitura do mês reforça que o consolidado captura o ramp‑up das frentes inauguradas em 2025 e a maturação de corredores recém-assumidos, enquanto o comparável evidencia ganho orgânico sustentado por atividade de serviços e indústria que mantém o fluxo de pesados. Ao mesmo tempo, variações díspares por concessão (como a queda marginal em Araguaia) sugerem ajustes locais ligados a calendário de obras e elasticidades de tráfego, sem alterar a tendência agregada do portfólio.

No consolidado, o impulso adicional vem do início de cobrança na Noroeste Paulista e na Raposo Castello, cuja maturação é amparada pela conclusão do financiamento de longo prazo da Ecovias Noroeste Paulista (R$ 4,1 bilhões, vencimentos até 2047). Essa substituição do empréstimo‑ponte por funding casado ao ciclo de capex reduz risco de refinanciamento, alinha amortizações à curva de tráfego e preserva a alavancagem no período de ramp‑up. Com previsibilidade financeira, a companhia consegue manter o ritmo de obras e iniciativas de eficiência de arrecadação, aumentando a conversão de tráfego em caixa nas novas frentes e suavizando a volatilidade entre meses com bases comparativas exigentes.

Entre as concessões, o avanço de +5,8% na Ecovias Capixaba (ex‑Ecovias 101) ilustra a fase de execução sob maior previsibilidade regulatória, inaugurada pelo aditivo que renovou por 24 anos a concessão da BR‑101/ES/BA e marcou a transição para Ecovias Capixaba. Ao estender o horizonte contratual, a empresa casa cronogramas de obras, reequilíbrios e reajustes com um passivo de prazo mais longo, o que favorece a estabilidade do crescimento orgânico e dá lastro para sustentar investimentos em segurança viária, duplicações e tecnologia. Esse pano de fundo ajuda a explicar a consistência do comparável mesmo quando a base do ano anterior já era elevada, contribuindo para um perfil de geração de caixa mais estável ao longo do ciclo.

Por fim, os números de setembro dialogam com os vetores operacionais que vêm sendo priorizados — free flow, digitalização de meios de pagamento e pesagem em movimento — desde a Apresentação 2025, que mostrou 7M25 com tráfego consolidado +18,5% e comparável +4,2%. Essa agenda de modernização aumenta a eficiência de arrecadação e mitiga perdas, reforçando o ganho estrutural do comparável e a monetização do consolidado. A companhia ressalta que os dados são gerenciais, sujeitos a revisão, e que eventuais informações relevantes serão divulgadas conforme a regulamentação vigente.

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