Nesta sexta-feira, 7/11/2025, a Petrobras reportou lucro líquido de US$ 5,2 bilhões no 3T25, sem eventos exclusivos, e indicou R$ 12,2 bilhões em remuneração aos acionistas (R$ 0,94 por ação), com data-base em 22/12 e pagamentos em 20/02 e 20/03. Em relação ao 2T25, o lucro avançou 28%, o EBITDA ajustado atingiu US$ 12,0 bilhões (+17%), o FCO somou US$ 9,9 bilhões (+31%) e o FCL ficou em US$ 5,0 bilhões (+44%), enquanto o Brent médio subiu para US$ 69,1/bbl. O resultado reflete a expansão de produção e vendas no trimestre e consolida a aceleração operacional registrada no 3T25, com recordes de produção e a chegada da P-78 a Búzios.
Operacionalmente, a produção própria foi a 3,14 MMboed (+7,6% vs 2T25; +16,9% vs 3T24), com Búzios como âncora: o FPSO Almirante Tamandaré atingiu 225 mbpd com cinco poços e, em outubro, superou 250 mbpd; a P-78 já está ancorada e tem partida prevista para o 4T25. As vendas internas de derivados cresceram 5% (diesel +12% vs 2T25), e as exportações de óleo e derivados superaram 1 milhão de barris/dia. Em paralelo, houve parecer favorável do Ibama para ampliar a capacidade do Tamandaré a 270 mbpd e de outras UEPs, reforçando a sustentação de um platô elevado e a probabilidade de fechar o ano na banda superior do guidance. Esse patamar decorre da vazão recorde de 270 mil bpd do Almirante Tamandaré em outubro.
No vetor de crescimento futuro, a companhia combinou contratação de infraestrutura (quatro RSVs a serem construídas no Brasil e contrato EPCI de Atapu 2) com expansão exploratória: adicionou Jaspe e a totalidade de Citrino na Bacia de Campos e anunciou 27,5% no bloco 4 em São Tomé e Príncipe. Na Margem Equatorial, o poço Morpho recebeu licença em 20/10 e já está em perfuração, com campanha estimada em cinco meses e foco em dados geológicos — continuidade do rito técnico e ambiental observado desde a licença do Ibama para perfurar o FZA-M-059 na Margem Equatorial.
Em Campos, a atualização sobre Jaspe (operadora em parceria com a Equinor) e a totalidade de Citrino insere-se na estratégia de recomposição de reservas com disciplina de capital e sinergia com o pré-sal. O avanço operacional agora relatado decorre de uma conquista competitiva no leilão de outubro, que priorizou ativos com logística conhecida e maturação escalonada; a coerência entre seleção de portfólio e execução aparece de forma clara na arrematação de Citrino e Jaspe no 3º Ciclo de Partilha.
No refino, a Petrobras firmou cinco contratos do Complexo Boaventura e concluiu os nove contratos do Trem 2 da RNEST, que elevará a capacidade de processamento a 260 mbpd até 2029, mantendo fator de utilização em 94% e 69% do mix em derivados de maior valor. Em baixo carbono, avançou em SAF na REDUC e REVAP e iniciou a contratação da primeira planta dedicada a BioQAV e diesel renovável na RPBC. O Capex do 3T25 foi de US$ 5,5 bilhões (85% em E&P), com marcos em Búzios, Sépia 2, Atapu, Marlim e Parque das Baleias; no passivo financeiro, duas emissões de US$ 1 bilhão cada alongaram prazos e aumentaram disponibilidades para US$ 11,6 bilhões. A definição da forma de distribuição (JCP e/ou dividendos) dos R$ 12,2 bilhões indicados será deliberada até 11/12, mantendo a previsibilidade do retorno ao acionista ancorada em geração de caixa e execução operacional.







