A Petrobras informou que o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios (pré-sal da Bacia de Santos), atingiu vazão instantânea recorde de 270 mil bpd em 25/10, com média acima de 250 mil bpd em outubro — superando a capacidade nominal de 225 mil bpd. Segundo a companhia, o desenho do projeto, afretado à SBM, comporta picos de 270 mil bpd sem obras adicionais, dentro de margens de engenharia e sob rígidos protocolos de segurança. Integrante do Projeto Búzios 7 e sexto sistema do campo, a unidade ajuda a meta de 1 milhão bpd em Búzios até o fim do ano e acaba de ser reconhecida pelo OTC Brasil Distinguished Achievement Award.
Este desempenho consolida a estratégia de escalar produção via FPSOs de alta capacidade e ganhos de eficiência iniciada nos últimos meses, em linha com a aceleração operacional registrada no 3T25, quando o Almirante Tamandaré já havia tocado 250 mil bpd em 9/10 e as plataformas de Búzios superaram 900 mil bpd no início de outubro. Diferentemente do estágio inicial de ramp-up observado no trimestre, o patamar atual — com média mensal acima de 250 mil bpd — sugere estabilização em faixas mais altas, somando-se à chegada da P-78 a Búzios (partida prevista para o 4T25) e aumentando a probabilidade de o ano fechar na banda superior do guidance de produção, como a própria companhia havia indicado.
Operacionalmente, os picos acima do nominal refletem margens de projeto, melhorias de uptime, otimização de poços e gestão de escoamento (óleo e gás), além de ajustes finos na malha submarina. Em paralelo, a capacidade adicional prevista com novas amarrações e a entrada de sistemas como a P-78 tende a dar resiliência a esse platô de produção. Do lado financeiro, a execução desse pipeline tem sido suportada por janelas de funding bem aproveitadas, como a oferta internacional de Global Notes de 10/09/2025, que alongou prazos, reduziu custo e preservou opcionalidade para capex prioritário — condição importante para manter cronogramas de Búzios e a disciplina de capital sem pressionar a alavancagem.
Estratégicamente, o avanço de Búzios convive com a ampliação do funil exploratório para sustentar volumes pós-2025. Ao mesmo tempo em que captura escala no pré-sal maduro, a Petrobras abriu nova frente na Margem Equatorial, reduzindo risco geológico agregado e escalonando marcos de maturação. Esse movimento ficou evidente com a licença do Ibama para perfurar o FZA-M-059 na Margem Equatorial, sinalizando preparo técnico, governança e capacidade de executar campanhas exploratórias em paralelo ao ramp-up do core de produção.
Por fim, a ênfase em segurança e conformidade citada hoje conversa com o reforço recente de previsibilidade regulatória e de coordenação em ambientes multioperadores. A padronização de métricas e fluxos em áreas compartilhadas, consolidada pelo Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV) de Jubarte, contribui para reduzir incertezas e acelerar decisões técnicas, criando um arcabouço que favorece ramp-ups sustentáveis como os de Búzios — com eficiência operacional, disciplina de capital e menor risco de execução.







