A CSN (CSNA3) reportou no Release ESG do 3T25 avanço consistente em ratings: 74 pontos na EcoVadis (Selo Prata, percentil 92) e recordes no S&P ESG Score, com 56 pontos para a CSN e 62 para a CSN Mineração. Desde 2023, a companhia divulga performance ESG individualizada e, em 2024, foi reconhecida com o selo Industry Top Rated da Sustainalytics; no 3T25, ficou entre as melhores do setor (CSN em 17º e CMIN em 7º lugar entre 157 pares). No ambiental, a produção de aço em agosto e setembro já atingiu a meta de intensidade de emissões de 2030 (1,89 tCO2/t), e a CMIN reduziu 11% a intensidade versus 2020; em cimentos, a intensidade ficou 3% abaixo do ano-base. Há ainda modernização de despoeiramento na UPV, implantação do Plano de Adaptação Climática e ganhos em eficiência hídrica e gestão de resíduos, além de indicadores sociais com maior presença feminina e redução de eventos de alto potencial.
Este avanço consolida a continuidade da agenda operacional e de eficiência que sustenta a geração de caixa do grupo. Em linha com isso, os resultados do 3T25, que evidenciaram a virada operacional puxada por mineração, eficiência industrial e disciplina financeira, ajudam a explicar como a companhia financia projetos ambientais de maior fôlego (despoeiramentos, recirculação de água, adaptação climática) sem perder competitividade. A queda de intensidade de emissões na mineração dialoga com a estratégia de monetizar escala e reforça a resiliência do portfólio integrado, enquanto o atingimento antecipado da meta de 2030 por dois meses sinaliza estabilidade operacional nos ativos de aço, reforçando a tese de melhoria de margens no ciclo.
No eixo ambiental, a CSN concluiu a segunda de três fases de modernização dos despoeiramentos da UPV (capex já superior a R$ 500 milhões; Sinter 4: R$ 250 milhões) e prevê o terceiro filtro na Sinterização 3 no 1º semestre de 2026. Em água, a reativação da recirculação em Caaporã reduziu a captação em 158 ML no ano, com novas etapas programadas para 2026, enquanto Alhandra e Arcos também diminuíram captação e a intensidade hídrica por tonelada de cimento caiu 18% frente a 2024. A instalação de sete biodigestores elimina envio de resíduos orgânicos a aterros, substitui GLP por biogás e gera biofertilizante. Em riscos, as DCEs das barragens foram renovadas com todas as estruturas estáveis e seguem as descaracterizações remanescentes, reforçando a gestão de segurança de ativos.
No pilar de governança, a trajetória recente de redução de incertezas jurídicas e foco em conformidade se conecta a marcos regulatórios. A decisão do CADE que reconheceu o cumprimento do TCD da Usiminas contribui para fechar frentes legadas e fortalece o eixo G que vem sendo refletido nas avaliações externas (EcoVadis, S&P ESG, Sustainalytics). Com maior transparência e monitoramento contínuo, conforme destacado no Relatório de Ação Climática 2023/2024, a companhia cria um círculo virtuoso: projetos ambientais com metas claras, mitigação de riscos operacionais (barragens, emissões, água) e governança mais previsível — combinação que tende a sustentar custo de capital mais eficiente, poder de precificação com clientes e execução dos próximos marcos (terceiro filtro de despoeiramento e novas etapas de recirculação em 2026).






