A CSN (CSNA3) reportou no 3T25 lucro líquido de R$ 76 mi, revertendo o prejuízo do 2T25, com receita de R$ 11,794 bi (+10,3% t/t; +6,6% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 3,319 bi (margem de 26,8%). A melhora sequencial veio acompanhada de ganho de margem bruta para 29,4% e de um resultado financeiro ainda negativo, porém 24,1% melhor no trimestre, refletindo disciplina operacional em um ambiente de custos mais benigno.

Continua após o anúncio

Operacionalmente, a mineração sustenta a tese central de geração de caixa, com recorde de produção (11,928 mi t) e vendas (12,396 mi t), EBITDA de R$ 1,939 bi (margem 43,9%), C1 em US$ 21,1/t e realização de US$ 65,7/t. Cimentos entregou o segundo maior volume histórico e margem de 29,1% (EBITDA de R$ 387,5 mi), enquanto a siderurgia mostrou preço médio doméstico de R$ 4.899/t e custo de placa em R$ 3.303/t, o menor em quatro anos, sinalizando ganho de competitividade no ciclo. O relatório ainda destaca o maior EBITDA já registrado em logística, reforçando a resiliência do portfólio integrado.

Apesar do fluxo de caixa ajustado negativo de R$ 815 mi, pressionado por capex de R$ 1,435 bi e giro de capital, a companhia encerrou com R$ 18,8 bi em caixa, dívida líquida de R$ 37,545 bi e alavancagem de 3,14x, alongando amortizações até 2030. Essa agenda financeira conversa com a normalização de frentes estratégicas: a decisão do CADE que reconheceu o cumprimento do desinvestimento na Usiminas, ainda que com multa contestada de R$ 128,1 mi, contribui para reduzir incertezas legais e manter o foco em desalavancagem e governança (decisão do CADE sobre o desinvestimento na Usiminas e a multa).

Para o 4T25, a gestão indica reajustes de preços em siderurgia, o que, somado ao menor custo de placa, tende a sustentar a expansão de margem do segmento. Na mineração, o recorde de volumes do trimestre coloca a CSN no trilho para entregar o guidance anual de 42–43,5 mi t, com viés para o teto, consolidando a estratégia de monetização de escala e eficiência. Em paralelo, o compromisso reiterado com a redução do endividamento, apoiado pelo alongamento do perfil de dívida, é coerente com a priorização de geração de caixa recorrente e com a diminuição de passivos contingentes em curso. Em síntese, este trimestre marca a continuidade de uma virada operacional puxada por mineração, eficiência industrial e disciplina financeira, preparando terreno para capturar a melhora de preços em aço no curto prazo.

Publicidade
Tags:
Companhia Siderúrgica Nacional - CSNCSNA3