Em 8 de outubro de 2025, o Itaú Unibanco (ITUB3, ITUB4) informou a emissão de R$ 3 bilhões em Letras Financeiras Subordinadas Perpétuas para investidores profissionais. Segundo as Resoluções BCB nº 122 e nº 5.007, os papéis se qualificam como Capital Complementar do Patrimônio de Referência (AT1), com impacto estimado de 0,2 ponto percentual no índice de capitalização Nível 1, calculado com base em 30 de junho de 2025. A opção de recompra (call) poderá ser exercida a partir de 2031, condicionada à autorização prévia do Banco Central.

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Este movimento dá continuidade à gestão ativa de capital e à otimização da estrutura regulatória do banco, ao repor parte do bucket de AT1 com um instrumento perpétuo local. A operação consolida a continuidade da estratégia de otimização iniciada no 2º trimestre, quando o banco anunciou o resgate de US$ 1,45 bi em notas subordinadas Nível 1 e destacou a gestão ativa de capital, mantendo a flexibilidade para sustentar crescimento orgânico, absorver choques e preservar a disciplina de remuneração ao acionista.

Diferentemente do movimento anterior, focado no resgate de instrumentos, a emissão atual recompõe o capital adicional sob Basileia III, alinhando custo, prazo e opcionalidade (call 2031) às condições de mercado. Para investidores, o efeito de 0,2 pp no Nível 1 é modular, mas reforça a narrativa de alocação prudente e calibrada às prioridades de rentabilidade e expansão apresentadas recentemente pela administração, sinalizando continuidade na execução do plano de capital anunciado ao mercado.

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