O Itaú Unibanco encerrou o 3T25 com lucro líquido contábil de R$ 11,561 bilhões (+2,5% t/t; +13,4% a/a) e ROE recorrente de 23,3%, sustentado por produto bancário de R$ 46,567 bilhões e margem financeira gerencial de R$ 31,382 bilhões. A NII com clientes somou R$ 30,479 bilhões (+11% a/a), enquanto a NII com o mercado foi de R$ 902 milhões (-14,6% a/a). As receitas de serviços e seguros chegaram a R$ 14,732 bilhões, o custo do crédito foi de R$ 9,145 bilhões e as despesas não decorrentes de juros totalizaram R$ 17,150 bilhões. Ao manter o guidance de 2025 e elevar apenas a faixa da NII com o mercado para R$ 3,0–3,5 bilhões, o banco sinaliza execução consistente da guidance revisada em agosto para NII com clientes (11%–14% em 2025), conciliando crescimento com disciplina de risco e eficiência. Além disso, a carteira de crédito avançou 6,4% a/a para R$ 1,402 trilhão, a inadimplência de 90 dias permaneceu estável em 1,9% e o Índice de Capital Nível 1 ficou em 14,8%, reforçando a qualidade do mix e a capacidade de sustentar resultados.

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Na frente de capital e solvência, o Nível 1 evoluiu de 14,6% em jun/25 para 14,8% em set/25; segundo o banco, sem o limite prudencial, seria 15,0% em jun/25 e 15,3% em set/24. Esse patamar, combinado a ROE elevado e inadimplência controlada, prepara o balanço para seguir crescendo com rentabilidade e disciplina de payout, mesmo com a NII de mercado mais volátil. Nesse contexto de otimização regulatória, a emissão de R$ 3 bilhões em AT1 em outubro, com impacto estimado de 0,2 p.p. no Nível 1 recompõe o bucket de capital adicional sob Basileia III, melhora a opcionalidade (call em 2031) e adiciona folga para expansão orgânica. Ademais, a adoção prospectiva da Resolução CMN 4.966/21 sobre instrumentos financeiros e provisão para perda esperada não trouxe efeitos materiais, preservando a comparabilidade dos números e a leitura da trajetória operacional.

Do ponto de vista de comunicação com investidores, este trimestre funciona como um checkpoint que amarra desempenho, guidance e alocação de capital. A reunião interativa com a administração prevista para 5 de novembro tende a detalhar vetores como mix de crédito, dinâmica de spreads, custo de risco e eficiência, além de discutir a revisão da NII com o mercado e a sustentabilidade do ROE. Com ativos totais de R$ 2,996 trilhões, despesas sob controle e geração de capital sólida, o banco pavimenta a calibragem de expectativas para o 4T25 e 2026, conectando execução tática às prioridades estratégicas informadas ao mercado.

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