Na sexta-feira, 10 de outubro de 2025, a COPASA (CSMG3) reportou o Release Operacional do 3T25: o volume medido de água foi de 169,7 milhões de m³ (-1,7% a/a) e o de esgoto, 118,1 milhões de m³ (-0,9% a/a). A empresa atribui a queda ao comparativo com um 3T24 mais quente, temperaturas médias mais baixas no 3T25 e a um período de consumo ligeiramente menor (92,1 dias vs. 92,7 dias). Em contrapartida, a base seguiu em expansão: 4.657 mil ligações de água (+1,5%) e 5.637 mil economias (+1,4%); no esgoto, 3.250 mil ligações (+2,3%) e 4.177 mil economias (+2,7%). Os dados englobam a Controladora e a SPE Patos Saneamento, estão sujeitos a ajustes e lembram que a receita não depende apenas de volume e tarifa, mas também de estimativas de consumo a faturar. Em perspectiva estratégica, movimentos de volume são sazonais, enquanto a formação de receita para 2026–2029 será redefinida pela 3ª Revisão Tarifária Periódica com ETM preliminar de 5,50% para 2026–2029, que calibra custos eficientes, base de ativos e metas de qualidade.
O recuo de volume no trimestre, portanto, dialoga com normalização climática, ao mesmo tempo em que a companhia segue ampliando a base atendida — especialmente em esgoto, onde o mix tende a ser mais rentável. Esse vetor de crescimento não é episódico: ele se conecta à agenda de expansão contratual e de execução operacional. A troca recente no comando de Operações e o foco em acordos com municípios reforçam padronização de processos, redução de perdas e aceleração de ligações, como indicado na reestruturação no comando de Operações e avanço da mesa de conciliação no TCE-MG para ampliar concessões e incluir esgotamento sanitário. Em outras palavras, menor consumo por clima no curto prazo pode ser compensado, ao longo do ciclo, por aumento da base, melhor mix (água + esgoto) e eficiência reconhecida na regulação.
Como a própria Copasa ressalta, além do volume e das tarifas autorizadas, a receita é impactada por variações nas estimativas de consumo a faturar — o que ajuda a explicar desvios entre operação física e top line no curto prazo. Ainda assim, a disciplina financeira e a previsibilidade de caixa seguem pilares do case: a manutenção do calendário de remuneração, evidenciada pelo JCP de R$ 169,7 milhões no 3T25 e disciplina de payout, indica confiança na geração operacional e na capacidade de atravessar a sazonalidade de volumes enquanto se executa a expansão de base e se prepara o novo ciclo regulatório.







