Em 3 de novembro de 2025, a Hidrovias do Brasil (HBSA3) concluiu a venda da operação de navegação costeira (cabotagem) para a Companhia de Navegação Norsul, por R$ 715 milhões (Enterprise Value), conforme termos divulgados na assinatura. O comunicado, datado de São Paulo e assinado pelo CFO e DRI André Saleme Hachem, destaca que a saída da cabotagem permite concentrar o portfólio em negócios mais sinérgicos e reforçar a posição financeira. Na linha do que vinha sendo sinalizado ao mercado desde o início do ano, este desinvestimento consolida o foco nos corredores core e dá clareza à alocação de capital. A direção dessa guinada já havia sido explicitada no fórum estratégico do grupo, com ênfase em foco Norte–Sul e na própria agenda de desinvestimentos na Navegação Costeira: foco nos corredores Norte e Sul, após desinvestimentos na Navegação Costeira.
Do ponto de vista financeiro, a conclusão da transação reduz complexidade operacional e sustenta a disciplina de capital ao reforçar liquidez e reduzir riscos, em coerência com o roteiro de fortalecimento de balanço e crescimento modular apresentado ao longo de 2025. O redesenho do portfólio dialoga diretamente com a jornada de queda do custo de dívida e da alavancagem, que abriu espaço para priorizar projetos com maior sinergia operacional e previsibilidade contratual. Em outras palavras, a venda da cabotagem é peça complementar do mesmo tabuleiro que ancorou a eficiência e o crescimento por módulos, conforme o novo ciclo estratégico com reprofilhamento da dívida, queda da alavancagem para 4,0x e expansão modular no Arco Norte.
No eixo de governança e estabilidade acionária, a decisão também se alinha ao desenho de controle e financiamento que vem dando suporte à execução. A presença de um acionista controlador com horizonte de longo prazo e capacidade de ancoragem tende a reduzir o custo de capital e ampliar o acesso a funding para os corredores core, o que aumenta a previsibilidade de entrega após o desinvestimento. Esse pano de fundo ficou claro no reforço da participação do controlador em setembro (55%), consolidando a reorganização acionária e financeira, criando um ambiente mais estável para a realocação de capital rumo a negócios mais sinérgicos.







