Nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, a Petrobras concluiu a oferta internacional de títulos (Global Notes) por meio da PGF, totalizando US$ 2 bilhões em duas tranches: US$ 1 bi com vencimento em 2030 (cupom 5,125% a.a., preço 99,024%, yield 5,35%) e US$ 1 bi com vencimento em 2036 (cupom 6,25% a.a., preço 97,784%, yield 6,55%). A demanda foi cerca de 3,4 vezes a oferta e os papéis saíram com o menor spread sobre títulos soberanos brasileiros e do Tesouro dos EUA em décadas. A emissão foi registrada na SEC, conta com garantia total da Petrobras e os recursos líquidos serão destinados a fins corporativos gerais. Este anúncio conclui a etapa iniciada com a precificação de 03/09/2025, que fixou cupons e rendimento e consolidou o alongamento de duration a custo competitivo.
A forte compressão de spreads, somada à procura 3,4x, sinaliza percepção de risco menor e acesso a capital em condições historicamente favoráveis. Esse pricing costuma refletir execução operacional consistente, geração de caixa e previsibilidade de comunicação, além de disciplina de capital que reduz incertezas para o credor. Em paralelo, o perfil de vencimentos 2030/2036 ajuda a calibrar o passivo, diversificar a base global de investidores e estabilizar o custo de capital do próximo ciclo de investimentos, mesmo em cenários voláteis. Esses fundamentos vêm sendo sustentados desde os resultados do 2º trimestre de 2025, quando a companhia entregou lucro em dólar, recordes de produção e reafirmou a meta anual, criando lastro para emissões com demanda qualificada e prêmio comprimido.
Do ponto de vista tático, a companhia encadeou os passos clássicos de captação internacional, minimizando risco de execução e preservando preço: anúncio, formação de livro e fechamento. A janela foi bem escolhida e coordenada com os bancos líderes, convertendo percepção positiva em custo financeiro menor e alongamento do prazo médio da dívida. Esse movimento dá continuidade à estratégia previamente comunicada ao mercado no anúncio de intenção de captação de 03/09/2025, que já antecipava otimização do custo, alongamento de prazos e diversificação da base de investidores sob governança estável.
Por fim, ao manter a destinação dos recursos para 'fins corporativos gerais', a Petrobras preserva opcionalidade para financiar iniciativas com retorno comprovado e sinergias operacionais, sem amarrar o caixa a um uso específico neste momento. Isso inclui reforçar projetos de refino, gás e energia e acelerar a agenda de baixo carbono conforme os cronogramas avancem, além de sustentar liquidez e resiliência diante de volatilidade externa. Essa diretriz está alinhada ao posicionamento em distribuição aprovado em 07/08/2025 como elemento estratégico, que orienta a entrada apenas em negócios rentáveis, com disciplina de capital e integração à cadeia, conectando captação competitiva à execução do plano.







