CBEE3

Ampla Energia e ServiçosUtilidade Pública

SCORE 0,0
R$ 10,01R$ 0,00(0,00%)
SCORE 0,0+ Carteira

Principais indicadores · Utilidade Pública

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Dividend Yield
0,00 %
Preço/Lucro
79,82
Preço/VPA
0,46
ROE
0,57 %
ROIC
6,97 %
Margem líquida
0,55 %
CAGR Receita líquida 5A
8,65 %
Market Cap
R$ 4,54 B
Liquidez corrente
0,64
Margem bruta
18,58 %
Preço
R$ 10,01
Preço/Ativos
0,20

Cotação

0,0/10 · fundamentos abaixo da média
Rentabilidade1,8
Consistência0,0
Negociabilidade0,0
Liquidez0,0
Crescimento4,3
Alavancagem7,0

Análise Fundamentalista de CBEE3 (Ampla Energia e Serviços)

IA

Ampla Energia e Serviços é uma distribuidora de energia elétrica que atua no setor de Utilidade Pública, no subsetor e segmento de Energia Elétrica. Com longa presença no mercado, a companhia está ligada historicamente à expansão da infraestrutura elétrica no estado do Rio de Janeiro. As ações da empresa, sob o ticker CBEE3, são listadas na B3, o que permite o acompanhamento público de seus indicadores e fundamentos financeiros típicos de concessionárias de distribuição, atividade marcada por forte regulação e receitas mais estáveis.

Os fundamentos financeiros disponíveis indicam margens bruta e EBIT moderadas para o padrão do setor, mas uma margem líquida bem ajustada, o que sugere rentabilidade final limitada para o acionista, refletida em ROE e ROA baixos. O crescimento de receita em cinco anos em torno de um dígito aponta expansão modesta da operação. A relação dívida líquida/EBITDA em patamar intermediário sugere nível de alavancagem que merece atenção, especialmente quando combinado a índices de liquidez corrente e seca abaixo de 1, o que pode indicar pressão maior sobre a capacidade de honrar obrigações de curto prazo.

A empresa obteve nota 0,0 no Visno Score, influenciada sobretudo pela baixa liquidez e negociabilidade das ações, além de sinais menos favoráveis em consistência histórica. Esse resultado sugere que os indicadores devem ser analisados com cautela, especialmente por quem depende de maior facilidade para entrada e saída nas ações CBEE3.

Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.

Visão dos resultados

Evolução da receita e do lucro líquido

Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.

As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.

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Dados cadastrais

Situação
Fase Operacional
Anos na bolsa
57
Código CVM
3050
CNPJ
33.050.071/0001-58
Dt. últ. preço
23/07/2026
Dt. últ. resultado
30/06/2026
Dt. próx. resultado
N/A
Free float
0,11 %

Sobre Ampla Energia e Serviços

A Ampla Energia e Serviços S.A., hoje conhecida comercialmente como Enel Distribuição Rio, tem uma trajetória centenária no setor elétrico brasileiro. Sua origem remonta a 1908, com a inauguração da hidrelétrica de Piabanha, em Entrerios (atual Três Rios), quando Cândido Gaffrée e Eduardo Palassin Guinle criaram a Guinle e Companhia, que rapidamente se tornou a principal fornecedora de energia elétrica do Estado do Rio de Janeiro, atendendo cidades como Niterói, São Gonçalo e Petrópolis. Em 1909, a empresa passou a ser controlada pela recém-fundada Companhia Brasileira de Energia Elétrica (CBEE), posteriormente adquirida em 1927 pela American and Foreign Power Company Inc., que expandiu suas operações adquirindo diversas concessionárias, principalmente no interior de São Paulo, e interligou seu sistema a outras empresas de energia para ampliar a capacidade de atendimento.

Ao longo das décadas seguintes, o negócio foi se integrando ao movimento de reorganização do setor elétrico no Rio de Janeiro. Em 1963, o Estado criou a Centrais Elétricas Fluminense S.A. (CELF), que consolidou várias distribuidoras regionais e, em 1967, passou a fornecer energia a mais de 60% do território fluminense. Em 1977, a CELF foi adquirida pela CBEE, que se tornou estatal, e em 1980 a companhia passou a se chamar Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro (CERJ). A privatização da CERJ ocorreu em 1996, dentro do Programa Nacional de Desestatização, por meio de leilão público vencido por um consórcio internacional formado por Grupo Endesa, Chilectra, Enersis e EDP Brasil. Em 2005, a denominação social foi alterada para Ampla Energia e Serviços S.A., mantendo a continuidade da concessão de distribuição no estado.

A partir dos anos 2000, a companhia passou por um processo de desverticalização, alinhado ao novo modelo regulatório do setor elétrico. Em 2005 e 2006, a Ampla segregou sua participação indireta na Companhia Energética do Ceará (COELCE) e vendeu seu parque de geração, transferindo as ações da Ampla Geração S.A. para outra sociedade, focando exclusivamente na distribuição de energia elétrica, conforme exigido pela legislação e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Em 2009, o grupo Enel ampliou seu controle sobre o grupo Endesa, tornando-se controlador indireto da companhia. Em 2016, após reorganizações societárias internas do grupo Enel na América Latina, o nome fantasia foi alterado para Enel Distribuição Rio, preservando Ampla Energia e Serviços S.A. como denominação social e mantendo as ações CBEE3 negociadas na B3.

O modelo de negócio da Ampla/Enel Distribuição Rio é inteiramente voltado à distribuição de energia elétrica, sob o regime de concessão pública. A empresa é responsável pela distribuição de energia em 66 municípios do Estado do Rio de Janeiro, cobrindo cerca de 32,6 mil km², o que corresponde a aproximadamente 75% do território estadual. Em sua área de concessão, atende cerca de 3,1 milhões de unidades consumidoras, em uma população estimada de 6,5 milhões de habitantes, com densidade aproximada de 95 unidades consumidoras por quilômetro quadrado. A infraestrutura é composta por cerca de 59 mil quilômetros de linhas de distribuição, 3,8 mil quilômetros de linhas de transmissão e 132 subestações, formando uma rede predominantemente aérea que conecta desde grandes consumidores industriais em alta tensão até clientes residenciais em baixa tensão.

Do ponto de vista econômico-financeiro, a companhia opera com um único segmento operacional: fornecimento e distribuição de energia elétrica para o mercado cativo e faturamento pelo uso do sistema de distribuição para consumidores livres. Em 2024, a receita operacional líquida atingiu R$ 8,741 bilhões, um crescimento de 12,1% em relação a 2023, com distribuição de 11.994 GWh (incluindo energia de curto prazo). O consumo na área de concessão se concentra principalmente no segmento residencial, que somou 5.191 GWh em 2024, seguido por consumidores livres, com 3.703 GWh, enquanto segmentos comercial, industrial e “outros” completam o perfil de demanda. A base de clientes é pulverizada, não havendo clientes individuais responsáveis por mais de 10% da receita líquida, e o lucro líquido em 2024 foi de R$ 670,2 milhões.

A atuação da Ampla Energia e Serviços está integralmente concentrada no território nacional, sem operações ou receitas no exterior. Seu contrato de concessão de distribuição de energia elétrica, celebrado com a União em 1996, por intermédio da ANEEL e do Ministério de Minas e Energia, tem vigência até 9 de dezembro de 2026, com possibilidade de prorrogação por mais 30 anos, nos termos da legislação setorial. Em 2017, a companhia assinou um termo aditivo ao contrato de concessão, que estabeleceu trajetória de melhoria de indicadores de qualidade do serviço, metas para redução de perdas não técnicas até 2019 e antecipou a revisão tarifária de 2019 para 2018, com o objetivo de reforçar a sustentabilidade econômico-financeira da concessão. Em 2025, a empresa protocolou junto à ANEEL pedido de antecipação dos efeitos da prorrogação do contrato por mais 30 anos, seguindo o Decreto nº 12.068/2024.

A atividade da companhia é fortemente regulada. Como distribuidora integrante do Sistema Interligado Nacional, está sujeita a regras que restringem sua atuação a distribuição, vedando o desenvolvimento de atividades de geração e transmissão, a venda de energia para consumidores livres e a participação em outras empresas fora das exceções legais. A remuneração da companhia decorre principalmente do fornecimento de energia ao mercado cativo e das tarifas de uso do sistema de distribuição pagas por consumidores livres e outras concessionárias conectadas à sua rede. A regulação tarifária, os mecanismos de compra de energia (via leilões regulados, cotas de energia, PROINFA, Itaipu e Angra 1 e 2) e as normas de qualidade e perdas de energia definem grande parte da dinâmica de receitas, custos e investimentos da empresa, incluindo a obrigação de compensar financeiramente consumidores em caso de violação de indicadores individuais de qualidade de fornecimento.

No relacionamento com clientes, a companhia enfatiza investimentos em estabilidade operacional, segurança e digitalização de processos. A empresa vem ampliando a digitalização de produtos, serviços e rotinas de medição, manutenção preventiva e atendimento, buscando maior eficiência operacional. A agência virtual em seu website permite que consumidores residenciais e corporativos acessem informações contratuais, solicitem reemissão de faturas, negociem parcelamentos, comuniquem falhas no fornecimento, alterem titularidade e consultem cronogramas de desligamentos programados. A área de concessão apresenta sazonalidade relevante, com maior consumo entre dezembro e março, período de verão e férias, e forte fluxo turístico em regiões como Lagos e Costa Verde, o que impacta diretamente a demanda de energia residencial e comercial.

Nos últimos anos, a Ampla/Enel Distribuição Rio também se destacou por movimentos de reforço de capital e pela necessidade de enfrentar eventos climáticos extremos. Entre 2022 e 2024, foram aprovados diversos aumentos de capital social, totalizando bilhões de reais em novas emissões de ações ordinárias CBEE3, com direito de preferência assegurado aos acionistas, visando ao fortalecimento da estrutura de capital. Em novembro de 2023, um evento climático atípico com ventos superiores a 100 km/h afetou severamente a área de concessão, derrubando mais de mil árvores de grande porte e danificando extensamente a rede aérea de 62 mil quilômetros em 66 municípios, com impacto em 1,2 milhão de clientes. A companhia ativou seu plano de contingência, triplicando equipes em campo, mobilizando times de outros estados e terceiros especializados para recompor a rede. Nas primeiras 24 horas, o fornecimento foi restabelecido para 86% da base de clientes, com priorização de hospitais, estações de água e esgoto e consumidores vitais, e atingiu 95% em 48 horas, restando posteriormente os casos mais complexos que exigiam reconstrução de infraestrutura.

Para o investidor pessoa física que acompanha as ações CBEE3 na B3, Ampla Energia e Serviços S.A. se apresenta como uma concessionária de distribuição de energia elétrica com área de concessão relevante no Estado do Rio de Janeiro, operação integralmente regulada, foco exclusivo na distribuição e exposição a fatores como regulação tarifária, qualidade do serviço, perdas de energia, eventos climáticos e decisões sobre renovação de concessão. O desempenho econômico-financeiro, os investimentos em rede e tecnologia, as relações com o poder concedente e o ambiente regulatório são elementos centrais para entender o perfil de risco e retorno da companhia dentro do setor de utilidade pública brasileiro.

Perguntas frequentes sobre CBEE3

Qual a cotação de CBEE3 hoje?

A cotação de CBEE3 em 23/07/2026 é de R$ 10,01. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.

CBEE3 paga dividendos?

CBEE3 não registrou pagamento de dividendos ou JCP nos últimos 12 meses. Consulte o histórico completo na página para mais detalhes.

Como comprar ações de CBEE3?

Para comprar ações de CBEE3 (Ampla Energia e Serviços), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código CBEE3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.

Como analisar as ações de CBEE3?

Para analisar CBEE3, considere indicadores como P/L de 79,82, Dividend Yield de 0,00%, ROE de 0,57%, margem líquida de 0,55%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.