CPLE3
SCORE 7,8Principais indicadores · Utilidade Pública
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Visno Score
Como calculamos o score →Análise Fundamentalista de CPLE3 (Copel)
IAA Copel é uma companhia do setor de Utilidade Pública, atuando em Energia Elétrica (geração, transmissão, comercialização e distribuição). Fundada pelo governo do Paraná em 1954, consolidou a operação de energia no estado e, ao longo das décadas, ampliou sua capacidade com diversas usinas hidrelétricas. Hoje, é a Companhia Paranaense de Energia, com atuação integrada na cadeia elétrica. Suas ações, como o ticker CPLE3, são negociadas na B3, o que permite ao investidor acompanhar de perto seus fundamentos financeiros e indicadores setoriais.
Os indicadores recentes da Copel sugerem um negócio relativamente rentável dentro do perfil de empresas de energia, com ROE em torno de 11% e margem líquida próxima de 10%, apoiada por margem EBIT de quase 19%. O crescimento de receita em 5 anos próximo de 7% ao ano indica expansão moderada, enquanto a queda do lucro no mesmo período aponta para pressões em resultados que devem ser analisadas em conjunto com a dinâmica regulatória do setor. A alavancagem medida por Dívida Líquida/EBITDA em torno de 2,7 vezes sugere nível de endividamento administrável para o segmento, e a liquidez corrente acima de 1,3 indica conforto no curto prazo.
A empresa obteve nota 7,8 no Visno Score, nível que indica combinação de fundamentos financeiros equilibrados. Destacam-se positivamente a consistência histórica de resultados e a liquidez, enquanto o pilar de crescimento aparece mais contido, o que é compatível com negócios regulados de energia e reforça a importância de avaliar a geração de caixa de forma recorrente.
Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.
Visão dos resultados
Evolução da receita e do lucro líquido
Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.
As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.
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- Setor
- Utilidade Pública
- Subsetor
- Energia Elétrica Integrada
- Site
- ri.copel.com
- Situação
- Fase Operacional
- Anos na bolsa
- 32
- Código CVM
- 14311
- CNPJ
- 76.483.817/0001-20
- Dt. últ. preço
- 31/07/2026
- Dt. últ. resultado
- 31/03/2026
- Dt. próx. resultado
- 05/08/2026
- Free float
- 99,56 %
Sobre Copel
A Companhia Paranaense de Energia – Copel é uma sociedade anônima de capital disperso, estruturada como holding, com ações negociadas na B3 sob o ticker CPLE3. Criada formalmente em 1954, a partir de iniciativas do governo do Estado do Paraná para organizar o plano estadual de eletrificação, a empresa consolidou ao longo das décadas um papel central na infraestrutura energética paranaense. Em 1994, abriu capital na então Bovespa e, em 1997, tornou-se a primeira companhia brasileira do setor elétrico listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque, ampliando o acesso a investidores internacionais. Em 2002, passou também a integrar a Latibex, em Madrid, e, ao longo do tempo, aderiu gradualmente a patamares mais elevados de governança corporativa na B3, culminando na migração para o Nível 2 em 2021. Em 2023, concluiu o processo de capitalização que resultou na transformação em corporation, sem acionista controlador, mantendo o Estado do Paraná como importante acionista, mas sem controle formal.
A Copel atua de forma integrada nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, além de exercer funções de holding e serviços corporativos. A companhia opera um sistema elétrico abrangente, com parque gerador próprio formado principalmente por usinas hidrelétricas e complexos eólicos, linhas de transmissão em diversos estados e uma rede extensa de distribuição que cobre praticamente todo o Paraná. O modelo de negócio combina receitas reguladas, típicas de distribuição e transmissão, com receitas de geração e comercialização no mercado regulado (ACR) e no mercado livre (ACL). No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2024, os principais segmentos operacionais foram geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além de um segmento de gás que foi alienado em 2024, mas que ainda contribuiu para as receitas até a conclusão da venda.
No segmento de geração, a Copel possui um portfólio predominantemente renovável, com 100% da capacidade instalada proveniente de fontes hidráulicas e eólicas na data-base de 2024. Considerando usinas próprias e participações em consórcios, a capacidade instalada proporcional atingia cerca de 6,9 GW, distribuída entre 20 usinas hidrelétricas, dezenas de pequenas centrais hidrelétricas, centrais geradoras e 43 parques eólicos, além de participação residual em termelétricas em processo de desinvestimento ou encerramento de concessão. As principais hidrelétricas do portfólio incluem grandes empreendimentos no Paraná, como Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia), Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) e Governador José Richa (Salto Caxias), que, após a renovação de concessões e pagamento de outorgas, seguem como ativos relevantes para a geração de caixa de longo prazo. Em eólicas, a empresa consolidou posição especialmente no Rio Grande do Norte, com diversos complexos contratados em leilões de energia nova e de reserva.
Na transmissão de energia, a Copel constrói, opera e mantém uma malha de linhas e subestações que integra o sistema elétrico paranaense ao Sistema Interligado Nacional. Em 31 de dezembro de 2024, o sistema de transmissão somava mais de 9,6 mil km de linhas em oito a nove estados, incluindo ativos próprios e participações em sociedades de propósito específico, além de dezenas de subestações. A remuneração do segmento é baseada na Receita Anual Permitida (RAP), definida pela ANEEL em ciclos regulatórios, o que confere maior previsibilidade às receitas de transmissão. A carteira de concessões de transmissão ainda apresenta prazo médio remanescente elevado, em torno de duas décadas, o que sustenta um fluxo de receitas de longo prazo associado à disponibilidade dos ativos e ao cumprimento de indicadores de desempenho regulatórios.
A distribuição de energia é o principal elo de relacionamento operacional da Copel com a economia paranaense. A subsidiária Copel Distribuição detém a concessão para atender 394 dos 399 municípios do Paraná, além do município de Porto União, em Santa Catarina, o que representa cerca de 5,2 milhões de unidades consumidoras em 31 de dezembro de 2024. A área de concessão abrange aproximadamente 195 mil km², com uma rede de mais de 214 mil km de linhas e redes urbanas e rurais, operando nos níveis de baixa, média e alta tensão. Os indicadores de continuidade de fornecimento, como DEC e FEC, são monitorados segundo critérios da ANEEL e, em 2024, permaneceram dentro dos limites regulatórios, refletindo investimentos contínuos em modernização e expansão da rede. O mercado atendido é diversificado entre classes residencial, comercial, rural, industrial e outros, com crescimento recente do consumo no mercado cativo e na energia distribuída total (mercado fio), que inclui consumidores livres conectados à rede da distribuidora.
O segmento de comercialização também ocupa posição relevante na estratégia integrada da Copel. Por meio de sua subsidiária de comercialização, a empresa atua de forma ativa no Ambiente de Contratação Livre, comprando e vendendo energia para grandes consumidores e outros agentes do setor. Em 2024, a companhia comercializou mais de 23 mil GWh neste segmento, atendendo uma base de cerca de 1,7 mil clientes em 22 estados brasileiros. Na geração, a Copel participa de ambos os ambientes de contratação, com aproximadamente 60% da energia contratada em 2024 alocada ao ACL e parcela menor no ACR, via leilões regulados, o que amplia a flexibilidade comercial e permite adequar o portfólio de contratos às condições de mercado e ao perfil de risco desejado pela administração.
Do ponto de vista geográfico, a Copel mantém presença predominante no Estado do Paraná, onde se concentram a maior parte de seus ativos de distribuição, um conjunto relevante de usinas hidrelétricas e parte das instalações de transmissão. Ao mesmo tempo, a expansão em ativos de geração e transmissão levou a companhia a atuar em diversos outros estados, incluindo Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Maranhão, Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina. Essa diversificação regional reduz a dependência de um único mercado e permite capturar oportunidades em leilões federais de geração e transmissão, além de ampliar a base de clientes no mercado livre por meio de atuação comercial em quase todas as regiões do país.
A atuação da Copel está inserida em um ambiente fortemente regulado, sob supervisão principalmente da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Ministério de Minas e Energia. As concessões de distribuição, transmissão e geração são regidas por contratos de longo prazo que estabelecem metas de qualidade, regras de revisão tarifária, prazos de vigência e obrigações de investimento. Indicadores como DEC e FEC, no caso da distribuição, e parâmetros de disponibilidade e receita regulada, na transmissão, são determinantes para a manutenção de receitas e para a possibilidade de renovação de concessões. Em geração, a empresa está sujeita a mecanismos setoriais como o Mercado de Curto Prazo, o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) e regulamentos relativos a contratos no ACR e ACL. Em paralelo, a Copel vem incorporando práticas ambientais, sociais e de governança, com destaque para a predominância de fontes renováveis na matriz de geração e para a adesão a níveis mais elevados de governança na B3, aspectos que passaram a ganhar maior relevância após a transformação em corporation e a dispersão acionária de CPLE3.
Essa combinação de atuação integrada em geração, transmissão, distribuição e comercialização, baseada em ativos majoritariamente renováveis e em concessões de longo prazo, caracteriza a Copel como uma das principais companhias de energia elétrica com capital aberto na B3, com presença significativa no mercado doméstico de energia e exposição adicional aos mercados de capitais internacionais por meio de seus programas de listagem no exterior.
Perguntas frequentes sobre CPLE3
Qual a cotação de CPLE3 hoje?
A cotação de CPLE3 em 31/07/2026 é de R$ 14,83. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.
CPLE3 paga dividendos?
Nos últimos 12 meses, CPLE3 pagou dividendos e/ou JCP no meses de abril, dezembro, totalizando R$ 1,06 por ação (Dividend Yield de 7,17%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.
Como comprar ações de CPLE3?
Para comprar ações de CPLE3 (Copel), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código CPLE3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.
Como analisar as ações de CPLE3?
Para analisar CPLE3, considere indicadores como P/L de 16,29, Dividend Yield de 7,17%, ROE de 11,39%, margem líquida de 9,95%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.
