No 3T25, a Eneva (ENEV3) reportou 4.053 GWh de geração bruta, alta de 117% vs. 2T25 e em linha com 3T24, sustentada pelo retorno do despacho por mérito e por inflexibilidades. O Complexo Parnaíba despachou a 74% e a UTE Jaguatirica II a 78%; a produção de gás somou 0,69 bcm (0,63 bcm em Parnaíba e 0,06 bcm no Amazonas) e as reservas 2P totalizaram 44,7 bcm. O despacho médio ponderado pela capacidade ficou em 33% (mesmo patamar do 3T24) e a geração líquida termelétrica atingiu 3.535 GWh (estável a/a). Entre as usinas, destacam-se Parnaíba I (1.114 GWh), Parnaíba II (1.036 GWh), Parnaíba III/VI (483 GWh), Parnaíba IV (32 GWh) e Parnaíba V (367 GWh); Jaguatirica II gerou 217 GWh com 100% de disponibilidade. No carvão, Itaqui e Pecém II somaram 449 GWh, e a UTE Porto de Sergipe I gerou 46 GWh. Esse desempenho, combinado à disponibilidade média de 92% no Complexo Parnaíba (com impacto de Parnaíba V, 60%, por desgaste em pás de turbina), reforça a monetização integrada do gás e a previsibilidade de caixa delineadas na apresentação de setembro sobre a estratégia de hubs de gás, receitas contratadas de longo prazo e base de reservas. No solar, o Futura 1 operou com 98% de disponibilidade, fator de capacidade de 32% e sofreu "geração frustrada por restrição" de -185 GWh (geração bruta pós-restrição de 302 GWh e líquida de 300 GWh).

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Nos contratos e preços, a companhia destacou a oferta de CVU flexível no Parnaíba (preço de R$ 998,98/MWh, DB dez/24; CVU flexível médio de R$ 848,86/MWh no 3T25) e novos CVUs para a UTE Porto de Sergipe I (ponta a R$ 968,27/MWh, DB jul/25) e UTE LORM (R$ 1.251,82/MWh, DB jul/25), observando não haver despacho solicitado nessa modalidade até a divulgação. Em capacidade, a UTE Viana teve o CRCAP antecipado para agosto/25, enquanto Parnaíba IV e Geramar I/II iniciaram em outubro/25; com isso, a partir do 4T25 essas unidades deixam o regime merchant. Essa migração para receitas fixas contratadas dá continuidade à alavanca de previsibilidade e de fortalecimento de caixa inaugurada pela antecipação de contratos e emissão de 4,4 milhões de ações vinculada à aquisição dos ativos do BTG, que adiantou marcos de suprimento e reforçou a disciplina financeira para suportar a expansão do parque térmico e solar.

Operacionalmente, o trimestre combinou inflexibilidades (663 GWh em Parnaíba II e 179 GWh em Parnaíba III/VI) e exportação líquida de 98 GWh por UTEs do Parnaíba, além da conexão da UTE Jaguatirica II ao SIN em 10 de setembro, que amplia a flexibilidade de despacho. A companhia programou janelas para LORM (04–31/out, 08–28/nov e 06–19/dez) e Porto de Sergipe I (até 31/out e de 08 a 28/nov), enquanto o restabelecimento pleno de Parnaíba V ficou para o início de 2026 (já comunicado à Aneel). Esses vetores consolidam a virada operacional de 2025 — ancorada na retomada do despacho por mérito, na antecipação de contratos de capacidade e na desalavancagem — conforme sinalizado na atualização de setembro sobre a retomada do despacho por ordem de mérito e a maior previsibilidade de caixa, e se conectam à construção de hubs (como Sergipe), ao gasoduto São Luís–Parnaíba e ao avanço do portfólio, elementos que vêm reduzindo a volatilidade dos resultados e encadeando crescimento com disciplina.

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