A apresentação de setembro da Eneva consolida a narrativa de empresa integrada de energia ancorada no gás: receitas fixas contratadas por 20 anos (> R$ 100 bilhões) a partir de 2025, 7,2 GW de capacidade contratada/construída, pipeline de 10,1 GW, 45,4 bcm de reservas 2P, terminal de regaseificação on-grid de 21,0 mm m³/d e liquefação off-grid de 1,3 mm m³/d. No on-grid, a estratégia de hubs avança com o Hub Sergipe e o desenvolvimento do terminal de GNL e gasoduto (~300 km) São Luís–Parnaíba; no off-grid, o “Primeiro Corredor Verde” (804 km na Fase I e 1.484 km na Fase II) já tem 180 caminhões e FID para +300 mil m³/d de liquefação. Este plano dá continuidade à monetização do gás em múltiplas rotas e à virada operacional de 2025, conectando-se à expansão de 50% da capacidade Off-Grid com novo trem de 300 mil m³/d, anunciada no 2T25.

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A trajetória das receitas contratadas — R$ 2,2 bi (2021), R$ 3,9 bi (2022), R$ 7,0 bi (2023) e R$ 6,6 bi (2024) — evolui para R$ 9,1 bi (2025), R$ 7,1 bi (2026), R$ 9,4 bi (2027), R$ 7,6 bi (2028), R$ 7,3 bi (2029) e R$ 7,3 bi (2030), com PPAs de prazo médio de 11 anos e “fim das receitas fixas contratadas” em 2049. Essa escalada de previsibilidade reflete a antecipação de contratos do CRCAP e a execução de projetos como Parnaíba V/VI, Azulão I/II e Linhares, além da disciplina de capital. Em 2025, parte desse avanço foi viabilizada pela antecipação de contratos e emissão de 4,4 milhões de ações vinculada à aquisição dos ativos do BTG, que reforçou caixa, alinhou o cronograma de início de suprimento e ampliou o free float em um ano de redesenho societário.

No mercado de capitais, a companhia destaca ADTV saltando de R$ 3,7 milhões/dia (2017) para R$ 128,1 milhões/dia (ago/25) e valor de mercado de R$ 29,3 bi (+566% desde 2017). Essa liquidez maior dialoga com a institucionalização da base e a redução do custo de capital, sustentando a expansão do pipeline de 10,1 GW e os investimentos em hubs de gás, Small Scale LNG e térmicas. A fotografia mais recente confirma o interesse de investidores globais, como mostra a entrada da GQG com 5,17% e a institucionalização da base acionária, em linha com um 2025 de desalavancagem, contratos de capacidade antecipados e melhora estrutural de geração de caixa.

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