Em 13 de outubro de 2025 (segunda-feira), a LarrainVial Asset Management SICAV comunicou a alienação de ações preferenciais da Marcopolo (POMO3, POMO4) e informou que, após a movimentação, passou a deter 19.562.752 ações PN, equivalentes a 2,69% do total de preferenciais. A gestora destacou que a posição tem caráter estritamente de investimento, sem objetivo de influenciar o controle ou a administração, e que não existem acordos de voto ou de compra e venda. A divulgação atende ao artigo 12 da Resolução CVM 44.
O anúncio atualiza a trajetória societária de 2025: no meio do ano, a própria gestora havia comunicado participação relevante de 5,69% nas preferenciais em junho, evidenciando então um movimento de entrada institucional. Desde então, a base de capital da Marcopolo seguiu em processo de consolidação, apoiada por desempenho operacional robusto e distribuição de proventos, o que favoreceu liquidez e a presença de acionistas de longo prazo. Esse pano de fundo foi reforçado pelos resultados e mensagens estratégicas que destacaram expansão internacional, margens elevadas e maior interesse institucional, como apresentado no Marcopolo Day 2025 e no 2T25, com reforço da base acionária. Nesse contexto, a redução da LarrainVial tende a refletir realocação tática de portfólio, sem alteração de tese corporativa, em linha com a própria declaração de ausência de intenção de influência.
Para o investidor, a leitura combina dois vetores: i) governança e comunicação consistentes, com foco em disciplina de capital e previsibilidade de geração de caixa; ii) transparência regulatória que reduz ruídos sobre controle, ao esclarecer que não há acordos de voto. Essa agenda de relacionamento foi reiterada pela programação do Marcopolo Day 2025, voltada a detalhar prioridades estratégicas, internacionalização e política de retorno. Em conjunto, resultados fortes, payout e engajamento com o mercado tendem a ancorar a tese de longo prazo, enquanto ajustes pontuais de participação por gestores institucionais acompanham ciclos de preço, liquidez e reequilíbrio de carteiras.







