Na apresentação do Marcopolo Day 2025, a companhia reportou no 2T25 lucro líquido de R$ 321,1 milhões (+28% a/a), receita de R$ 2.305,1 milhões (+17,8%) e EBITDA de R$ 398,3 milhões (margem de 17,3%). O lucro bruto alcançou R$ 593,2 milhões (margem de 25,7%), enquanto a diversificação geográfica seguiu como motor: Brasil R$ 1.313,7 milhões (+4,5%), exportações R$ 249,4 milhões (+22,4%) e operações no exterior R$ 742,0 milhões (+49,6%), levando o 1S25 a 30% de receita internacional. ROE de 30,3% e ROIC de 26,1% sustentam eficiência operacional. Este desempenho consolida a tese de expansão global e mix de maior valor iniciada nos últimos trimestres, reiterando o resultado do 2T25, com margens robustas e avanço da expansão internacional.

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Além dos números, o evento reforçou a continuidade estratégica: foco em demanda consistente no Brasil, maior participação de propulsões alternativas, nova licitação do Caminho da Escola e investimentos em modernização fabril para elevar alavancagem operacional e resiliência de margens. A leitura para investidores é de execução disciplinada, com automação e engenharia a serviço de ganhos de produtividade e de um portfólio mais rentável (rodoviários, urbanos e Volare), criando base para 2026. Essa trajetória de transparência e alinhamento com o mercado dá sequência à comunicação proativa iniciada recentemente, sintetizada pela agenda do Marcopolo Day 2025 e prioridades estratégicas.

No curto prazo, a empresa projeta que 2025 supere 2024 no mercado brasileiro de ônibus, com crescimento em torno de 5% e 23 a 24 mil emplacamentos. No programa Caminho da Escola, a Fase 12 (2024–25) prevê 14.820 ônibus, sendo 7.720 unidades Marcopolo (52%) distribuídas em sete itens, além de 5.600 VW/Neobus e 2.120 Volare; em agosto, o FNDE iniciou a pesquisa de preços para a Fase 13. Essa transição evidencia pipeline visível e continuidade de volumes, enquanto as operações internacionais mostram tração seletiva: lucros no 1S25 em Argentina (R$ 54,1 mi) e Austrália (R$ 55,3 mi), com China ainda negativa (-R$ 4,8 mi), balizando prioridades regionais e avanços em eletrificação.

Em termos de rentabilidade, o 1S25 trouxe receita de R$ 3.982,5 milhões (+10,2%), EBITDA de R$ 660,2 milhões e margem de 16,6% (vs. 19,3% no 1S24), refletindo mix e normalização de comparáveis, mas com recomposição no 2T25. A combinação de ROE de 30,3%, ROIC de 26,1% e balanço leve respalda a conversão de performance em remuneração ao acionista, em linha com a distribuição de dividendos e JCP aprovada em 21 de agosto de 2025, reforçando previsibilidade e disciplina de capital para sustentar investimentos em produto e capacidade.

Essa execução vem acompanhada por reforço na base acionária, o que tende a reduzir custo de capital e alongar o horizonte de investimento. O interesse institucional crescente cria um ciclo virtuoso entre solidez operacional, liquidez do papel e suporte à expansão orgânica e internacional. Em paralelo, a maior recorrência de eventos públicos e a previsibilidade de payout ajudam a atrair investidores de longo prazo, fortalecendo governança e acompanhamento da tese. Nesse contexto, ganha relevo a elevação da participação da Alaska para 20,05%, tornando-se o maior acionista, sinal de confiança estratégica que pode acelerar iniciativas de internacionalização, eletrificação e modernização fabril destacadas no evento.

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