Nesta segunda-feira, 13 de outubro de 2025, o Banco BMG aprovou a 7ª emissão pública de Letras Financeiras, sem garantia e sem subordinação, em até duas séries, com prazos de 2 anos e 10 dias e 3 anos, no valor total de até R$ 300 milhões. A oferta será sob regime de melhores esforços, com dispensa de registro na CVM e não registrada na ANBIMA, conforme as Resoluções CMN 5.007/22, CVM 8/20 e CVM 30/21; o DIE será disponibilizado no site de RI na data de emissão. Pelo desenho, a operação reforça a estratégia de alongar passivos, testar apetite em prazos mais longos e seguir reduzindo prêmio de risco à medida que o banco amplia a base de investidores institucionais — desdobramento coerente com a recente perspectiva elevada para positiva pela Moody’s Local, destacando a diversificação do funding via LFs e securitizações.

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O movimento dá continuidade ao ciclo de mercado observado ao longo de 2025: crescimento da participação de funding institucional, indicadores de liquidez robustos e emissões com spread decrescente. Ao incluir uma série de 3 anos, o BMG sinaliza intenção de estender a duration e de calibrar o passivo ao perfil do crédito consignado, preservando margem financeira. Além disso, o uso do regime de melhores esforços permite otimizar preço e distribuição sem dependência de um único coordenador, aumentando flexibilidade para capturar janelas de mercado. Essa diretriz foi antecipada quando o banco reportou, no 2º tri, avanço do funding institucional para 37%, LCR de 585%, NSFR de 125% e captações via debêntures e LFs com menor prêmio — elementos que já indicavam capacidade de acessar mercado com custo competitivo, como evidenciado nos resultados do 2T25, com emissões de LFs e debêntures e queda do prêmio de risco.

Do lado de solvência, a emissão atual conversa com a agenda de capital e percepção de risco. Ao reduzir incertezas regulatórias e fortalecer Basileia, o BMG criou as condições para reprecificar passivos e alongar prazos; isso tende a se traduzir em menor custo de captação ao longo dos próximos trimestres. Diferentemente do primeiro semestre, quando o foco esteve em consolidar a base de capital e executar captações mais curtas, agora o banco testa um vencimento adicional de 3 anos, passo típico de instituições em trajetória de normalização do risco. Esse encadeamento foi viabilizado pela homologação do aumento de capital em setembro, que endereçou Basileia e deu previsibilidade à originação, reforçando a narrativa de que captação, capital e rentabilidade caminham de forma integrada.

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