O Banco BMG informou nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, que o Conselho de Administração aprovou a homologação da totalidade do aumento de capital, após a subscrição particular de 15.855.883 novas ações (10.140.581 ON e 5.715.302 PN) a R$ 3,124 por ação, somando R$ 49,53 milhões. A efetivação ainda depende da aprovação prévia do Banco Central; uma vez concluída, o capital social passará a R$ 3,792 bilhões, representado por 382.836.779 ON e 216.251.515 PN. Este passo encerra o ciclo da oferta e reduz incertezas sobre Basileia e ritmo de originação, em linha com o processo que avançou na etapa de sobras do aumento de capital a R$ 3,124 por ação no fim de agosto.
Estrategicamente, a homologação consolida a agenda de recomposição iniciada no 2º trimestre, quando a administração detalhou como os recursos fortaleceriam capital regulatório e, ao mesmo tempo, preservariam a disciplina de originação no consignado, a queda do custo de funding e o equilíbrio com a remuneração ao acionista. Ao materializar os recursos no patrimônio, o banco dá previsibilidade à expansão seletiva, sustenta a trajetória de melhoria de inadimplência e reforça a capacidade de acessar mercado com prêmios menores, transformando guidance em execução. Esse movimento já havia sido antecipado nos resultados do 2T25, que quantificaram um impacto projetado de 0,12 p.p. a 0,17 p.p. no Basileia e conectaram a emissão à política de retorno.
Do ponto de vista de percepção de risco, a entrega do plano de capital endereça um vetor-chave para custo de captação e rating. A redução do risco de execução e a maior estabilidade do mix de receitas criam condições para acelerar a reprecificação do passivo e sustentar rentabilidade no horizonte de 12 a 24 meses, especialmente se combinadas à disciplina de custos e ao foco em linhas de maior margem. Não à toa, a agência já havia reconhecido essa trajetória na elevação da perspectiva para positiva pela Fitch, ancorada em rentabilidade melhor, controle de custos e plano crível de recomposição de capital.
Em paralelo, o banco vem fortalecendo pilares de previsibilidade ao ampliar receitas menos voláteis e de baixa exigência de capital, como seguros, o que atua como amortecedor de ciclos de crédito. A captura integral de sinergias comerciais, de governança e de dados nessa vertical tende a reforçar a geração recorrente e apoiar métricas de solvência, criando uma combinação virtuosa com a emissão de ações agora homologada pelo Conselho. Esse desenho ficou claro com a conclusão da aquisição integral da Bmg Seguradora, que integrou a agenda de capital e eficiência.







