Com lucro de R$ 125 milhões no 2T25, ROAE de 14,3% e reforço de qualidade de crédito (Over90 em 3,8%, -0,3 p.p. t/t e -0,8 p.p. a/a; Índice de Cobertura em 207,8%), o BMG sustenta a mensagem de “Geração sustentável de resultados”. O Basileia avançou para 12,7% (+0,5 p.p.), enquanto a rentabilidade melhora em relação a R$ 115 milhões no 1T25 e R$ 105 milhões no 2T24. Este desempenho consolida a virada operacional reconhecida pela elevação da perspectiva para positiva pela Fitch em agosto de 2025, que citou maior estabilidade do mix de produtos, controle de custos e um plano crível de recomposição de capital. A fotografia do trimestre conecta esses vetores: inadimplência em queda, eficiência sob controle e capital caminhando para níveis mais confortáveis.
No crédito, a carteira total somou R$ 24,68 bilhões (R$ 22,37 bilhões no Brasil e R$ 2,31 bilhões em consignado nos EUA, com retração de 38% t/t), refletindo disciplina na originação. Consignados no Brasil chegaram a R$ 17,31 bilhões (cartão: R$ 12,94 bilhões; empréstimo: R$ 4,37 bilhões), Varejo PF foi a R$ 2,72 bilhões e Atacado a R$ 2,35 bilhões. Em captação, a participação institucional subiu 73% a/a e passou a 37% do total, amparada por LCR de 585% e NSFR de 125%. Nas emissões, destacam-se debêntures públicas de R$ 1,5 bilhão (CDI + 1,00% a.a., 5 anos) e LFs de R$ 300 milhões (CDI + 1,45% a.a., 2 anos), com redução do prêmio de risco. Na frente de capital, o aumento entre R$ 35,4 milhões e R$ 49,5 milhões (preço de subscrição a R$ 3,124) ocorre de forma coordenada e “concomitante com” o pagamento de R$ 58,3 milhões em JCP do 2º trimestre, reforçando a combinação entre fortalecimento de capital (+0,12 p.p. a +0,17 p.p. de impacto no Basileia) e retorno ao acionista.
Operacionalmente, a margem financeira atingiu R$ 1.443 milhões e a margem após custo do crédito R$ 891 milhões; despesas de pessoal, administrativas e operacionais somaram R$ 604 milhões, com índice de eficiência em 53,9%. O custo de servir médio foi de R$ 10,5/mês por cliente, sobre uma base de 10,5 milhões de clientes — uma escala que ajuda a diluir custos e sustentar a tendência de queda de inadimplência. Esse conjunto de métricas explica a melhora de percepção de risco nas captações e se alinha à estratégia de administração ativa da estrutura de capital e da liquidez, que inclui instrumentos de retorno como o programa de recompra de ações aprovado em junho de 2025. Em conjunto com o aumento de capital, a estratégia indica calibragem fina entre crescimento, solidez regulatória e remuneração dos acionistas.
No ecossistema de receitas, seguros e distribuição ganharam tração: prêmios comercializados pela Bmg Corretora foram de R$ 265 milhões e prêmios emitidos pela Bmg Seguradora, R$ 112 milhões, gerando R$ 22 milhões de lucro ao BMG no 2T25; a base alcançou 9,8 milhões de apólices e o Bmg Med se aproximou de 800 mil. A aquisição dos 40% remanescentes da Bmg Seguradora (anunciada em abr/25, pendente de aprovações) reforça a vertical como alavanca de margem. Comercialmente, o banco aprofunda o cross-selling (2,25 produtos por cliente vs. 1,96 no 2T24), amplia as lojas help (de 782 para 849, com plano de ~900 até o fim de 2025), acelera a autocontratação (40% vs. 33% no 2T24) e avança no consignado público (R$ 90 milhões no trimestre), mantendo postura conservadora no consignado privado. A narrativa de “geração sustentável” também dialoga com a agenda de governança e transparência refletida no Relatório Anual de Sustentabilidade 2024 com inventário completo de emissões, sinalizando perenidade estratégica e alinhamento a melhores práticas.







