Nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, a Moody’s Local elevou a perspectiva do Banco BMG de estável para positiva, mantendo o rating nacional em A-.br. A agência destacou dois vetores: a melhora contínua da rentabilidade ao longo dos últimos oito trimestres e a maior diversificação do funding, apoiada por emissões de letras financeiras e securitizações, com custo competitivo junto a investidores institucionais. Este movimento consolida a virada operacional que o banco vem entregando em resultados e captação, como já se observava nos resultados do 2T25, que mostraram avanço do funding institucional, emissões de LFs e debêntures e aceleração da rentabilidade.

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Do lado de solvência, a leitura da Moody’s também dialoga com a agenda de capital do BMG. Ao reduzir incertezas regulatórias e reforçar previsibilidade de crescimento no consignado, o banco criou condições para reprecificar passivos e acessar mercado com prêmios menores — exatamente o tipo de fundamento que sustenta uma perspectiva positiva. Esse encadeamento ganha materialidade com a homologação do aumento de capital em setembro, passo que endereçou Basileia e deu mais conforto à originação, amarrando capital, risco e custo de captação em uma mesma narrativa de execução.

Além disso, há convergência entre as casas de rating: a decisão da Moody’s Local sucede a sinalização semelhante de outra agência, reforçando que a melhoria de mix de produtos, controle de custos e fortalecimento de capital deixaram de ser apenas promessa e já se refletem em métricas. Nesse contexto, a elevação da perspectiva para positiva pela Fitch em agosto funcionou como um precursor importante, indicando que, mantida a trajetória de resultados, havia espaço para novas revisões favoráveis no horizonte de 12 a 24 meses.

Por fim, a estabilidade da rentabilidade apontada pela Moody’s também se explica pela expansão de receitas menos voláteis e de baixa exigência de capital. O pilar de seguros tornou-se um amortecedor de ciclos e um motor de margem recorrente, fortalecendo a percepção de risco e a capacidade de captação. Essa linha estratégica foi reforçada com a conclusão da compra dos 40% remanescentes da Bmg Seguradora, que simplificou a governança, acelerou sinergias comerciais e sustentou a previsibilidade de resultados — fundamentos que tipicamente ancoram perspectivas de rating mais construtivas.

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