Na sexta-feira, 29 de agosto de 2025, o Banco BMG concluiu a aquisição integral da Bmg Seguradora, comprando os 40% remanescentes detidos pela Phoenix One por R$ 65 milhões e passando a deter 100% da operação. Segundo o banco, a transação integra a estratégia de concentrar esforços nas principais linhas de negócio e reforçar a presença em seguros no varejo, com foco em ampliar o acesso a soluções de proteção simples para pessoas e famílias. A expectativa é que o controle total gere mais eficiência, acelere decisões e resulte em maior criação de valor para acionistas e demais stakeholders.

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Este fechamento consolida a virada do pilar de seguros que o BMG vinha desenhando ao longo de 2025: no 2º trimestre, a vertical já mostrava escala de prêmios, avanço de cross-selling e contribuição ao lucro. À época, a aquisição dos 40% remanescentes da Bmg Seguradora, anunciada em abril e então pendente de aprovações foi destacada como alavanca de margem, sinalizando que a captura integral da cadeia (corretagem + emissão) seria tratada como motor recorrente de resultados. Agora, ao eliminar a estrutura societária compartilhada, o BMG simplifica governança, reduz potenciais desalinhamentos com o sócio minoritário e ganha flexibilidade para ajustar produtos, precificação e canais. O controle pleno também permite acelerar sinergias com a rede help!, a autocontratação e o uso de dados para underwriting, reforçando a monetização da base e a estabilidade de receitas de serviços.

Importante notar que a compra ocorre em paralelo à agenda de capital e solvência. Embora o desembolso seja relativamente contido, o reforço de receitas menos voláteis do negócio de seguros tende a sustentar rentabilidade e capital no ciclo. Em agosto, o banco avançou mais uma etapa do seu plano de recomposição, com a etapa de sobras do aumento de capital, posterior ao período de preferência, mantendo o preço de emissão em R$ 3,124. Ao combinar crescimento em linhas de maior margem com calibração de capital regulatório, o BMG dá previsibilidade à expansão do consignado e à redução gradual do custo de funding. Essa composição fortalece a tese de que novas fontes de resultado recorrente, com baixa necessidade de capital, podem apoiar métricas como Basileia e cobertura, ao mesmo tempo em que blindam o banco contra ciclos de crédito mais desafiadores. A previsibilidade operacional reduz incerteza para credores e investidores institucionais.

Em linha com essa leitura, a elevação da perspectiva de rating para positiva pela Fitch em agosto já reconhecia um mix de produtos mais estável, disciplina de custos e um plano crível de recomposição de capital. Ao internalizar 100% da seguradora, o BMG reforça exatamente esses vetores, o que pode funcionar como catalisador adicional de percepção de risco, custo de captação e, por consequência, retorno sobre o patrimônio no horizonte de 12 a 24 meses.

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