Nesta segunda-feira, 6 de outubro de 2025, a Taesa informou ter recebido em 3/10 correspondência da BlackRock sobre aumento de participação. Em 1º/10, a gestora passou a deter 22.158.456 ações preferenciais, equivalentes a 5,004% das PNs, e 2.369.743 instrumentos derivativos referenciados em PNs com liquidação financeira (≈0,535% das PNs). O comunicado, feito nos termos do art. 12 da Resolução CVM nº 44/2021, ressalta que o objetivo é estritamente de investimento, sem intenção de alterar o controle ou a administração, e sem acordos de voto. O cruzamento do patamar de 5% exige divulgação e, ao mesmo tempo, sinaliza interesse institucional pela previsibilidade do fluxo regulatório e do perfil de remuneração da companhia.

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Do ponto de vista estratégico, o movimento dialoga com a fase de maior visibilidade de receitas e margens da Taesa. Este resultado consolida a virada operacional iniciada e reforçada pelo resultado do 2T25, que projetou RAP operacional de R$ 4,0 bilhões a partir do 3T25, apoiada pela entrada antecipada de ativos, menor Parcela Variável e efeito do IPCA no ciclo regulatório. Para investidores de longo prazo, a combinação de ativos regulados, execução consistente e indexadores aderentes tende a reduzir a volatilidade do caixa e a aumentar a previsibilidade do retorno, o que ajuda a explicar o apetite de gestoras globais por posições relevantes.

No eixo de remuneração, a leitura de estabilidade é reforçada pela política de proventos. O movimento dá continuidade à estratégia anunciada e materializada nos proventos aprovados em 13 de agosto (dividendos + JCP) com pagamento em 27/11/2025, que ilustram o uso recorrente de instrumentos para otimização fiscal sem sacrificar a expansão. A cadência de distribuições ancorada no desempenho regulatório, somada ao mix entre dividendos e JCP, forma um pilar de atratividade para investidores focados em renda e previsibilidade. Além disso, a comunicação ativa da administração com o mercado tem esclarecido como sazonalidades de IPCA/CDI e o cronograma de obras se refletem no payout ao longo do ciclo.

No front operacional, a tese de conversão de CAPEX em receita regulatória recorrente segue avançando, o que sustenta a atratividade de longo prazo subjacente a movimentos como o da BlackRock. Um exemplo recente foi o reforço em TSN com RAP adicional e efeito retroativo no ciclo 2025‑2026, que aumenta a redundância da rede, reduz exposição à PV e adiciona previsibilidade ao fluxo regulatório. Ao concatenar entrega de projetos, captura do novo ciclo de RAP e disciplina de capital, a companhia consolida uma narrativa de crescimento com estabilidade de caixa — contexto no qual a entrada de investidores institucionais tende a ser consequência natural da coerência entre estratégia e execução.

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