Nesta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, a Taesa informou que o ONS emitiu o Termo de Liberação para instalação do 3º autotransformador 500/230 kV, 3x100 MVA, e conexões na SE Bom Jesus da Lapa II, ativo da concessão TSN. Com a energização, TSN passa a receber uma Receita Anual Permitida (RAP) adicional de aproximadamente R$ 10,2 milhões, com efeito retroativo a 7 de setembro de 2025, dentro do ciclo 2025‑2026. O reforço foi autorizado pela REA nº 13.194/2022, e a companhia ressalta que a RAP tem caráter provisório, sujeita à Revisão Tarifária Periódica (RTP) dessa concessão em 2029. Este movimento dá continuidade à captura do novo ciclo regulatório e reforça a previsibilidade operacional, em linha com o resultado do 2T25, que projetou RAP operacional de R$ 4,0 bilhões e detalhou o início do ciclo 2025‑2026.
Na prática, o reforço em TSN incrementa a capacidade e a redundância da rede, mitigando restrições e reduzindo a exposição à Parcela Variável (PV), ao mesmo tempo em que converte CAPEX em receita regulatória recorrente já neste 3º trimestre. Essa agenda de execução tem sido sustentada por um desenho de capital que casa indexadores e prazos ao ciclo de RAP, preservando liquidez e previsibilidade de amortizações. Um marco desse arranjo foi a 18ª emissão de debêntures de R$ 800 milhões indexadas ao IPCA, direcionada a investimentos e reembolso de CAPEX, que dá tração ao pipeline de reforços sem pressionar o payout. O efeito retroativo a 7/09 encurta o payback do investimento e ajuda a estabilizar o fluxo de caixa regulatório ao longo do ciclo, enquanto a RAP provisória segue sujeita à verificação na RTP de 2029.
Do ponto de vista do acionista, a RAP incremental em TSN reforça a tese de previsibilidade do negócio de transmissão: mais receita regulatória recorrente, menor volatilidade operacional e maior visibilidade para a cadência de distribuições ao longo do ciclo 2025‑2026. Essa dinâmica dialoga com a política de remuneração reiterada recentemente e com a disciplina da administração em casar crescimento e payout, permitindo que novas receitas de reforços contribuam para manter o mix entre dividendos e JCP. Esse equilíbrio ficou evidente nos proventos aprovados em 13 de agosto (dividendos + JCP), que materializam a conversão de execução em retorno, ao mesmo tempo em que preservam espaço para o pipeline de expansão até a RTP de 2029.







