Nesta terça-feira, 30 de setembro de 2025, a Oi informou que os credores das Notas Sênior Garantidas PIK Toggle 10,000%/13,500% com vencimento em 2027 concordaram em capitalizar, ao valor principal, a totalidade dos juros vencidos em 30/09/2025, inclusive os ligados à 13ª emissão de debêntures com garantia real e fidejussória. A capitalização ocorrerá nos termos da Cláusula 14.11 do Acordo de Investimento celebrado com a V.tal em 28/02/2025. O objetivo é preservar liquidez, concentrar esforços na execução das etapas do Plano de Recuperação Judicial, fortalecer a posição competitiva e garantir sustentabilidade de longo prazo. Este movimento consolida a estratégia de preservação de caixa iniciada no 1º semestre, quando a companhia reportou apoio de credores via capitalização de 100% dos juros de junho/25 das Notas Sênior e Debêntures 13ª (2027), reduzindo desembolsos imediatos.
Além de sinalizar alinhamento com credores, a medida ocorre sob um arcabouço jurídico que vem dando previsibilidade à execução do plano. Em agosto, decisões prorrogaram a proteção enquanto o aditamento é apreciado, blindando o caixa e organizando o calendário de pagamentos. Esse ambiente foi descrito na prorrogação da suspensão da exigibilidade de obrigações até a apreciação do aditamento, que funcionou como ponte entre o plano homologado e a versão atualizada submetida em julho. Ao capitalizar os juros de setembro, a Oi prolonga o fôlego conquistado, evita tensões de curto prazo e mantém a continuidade operacional nas controladas, condição necessária para estabilizar serviços e negociar cronogramas realistas de geração de caixa.
Do lado informacional e de governança, a companhia vem municiando o Juízo e o mercado com dados que sustentam essas decisões. Na semana passada, apresentou comentários ao laudo do observador judicial com dados financeiros, operacionais e de monetização de ativos, fortalecendo a coerência entre premissas do processo e a performance da 'Nova Oi'. A capitalização integral dos juros de 30/9 reforça essa narrativa: priorizar liquidez enquanto a empresa ajusta sua base operacional, endereça o funding gap de 2025 e foca na execução do plano. Diferentemente de fases em que apenas propunha ajustes, agora a Oi combina medidas financeiras concretas com transparência processual, reduzindo incertezas para credores e investidores.
Por fim, a referência à Cláusula 14.11 vinculada ao acordo com a V.tal dialoga com a estratégia de simplificação e foco no core. Em agosto, a Oi promoveu a redução da participação na V.tal para aproximadamente 27,26% em 12/8, preservando caixa sem novos aportes e reforçando o desacoplamento entre infraestrutura e serviços. Ao associar disciplina financeira (via PIK e capitalização de juros) a uma arquitetura societária de 'núcleo enxuto + participação estratégica em infraestrutura', a companhia busca sustentar competitividade no curto prazo e opcionalidade de longo prazo, enquanto mantém o mercado informado sobre os próximos passos da recuperação judicial.







