Em 24 de setembro de 2025, a Oi (OIBR3, OIBR4) protocolou nos autos do incidente nº 0073596-38.2025.8.19.0001, vinculado ao processo de recuperação judicial nº 0090940-03.2023.8.19.0001 (que também abrange PTIF e Oi Brasil Holdings), seus comentários ao laudo do observador judicial. Segundo a companhia, o material reúne informações financeiras, operacionais e de monetização de ativos, reforçando a transparência do processo. O comunicado é assinado por Marcelo José Milliet, Diretor Presidente e DRI, e afirma que a empresa manterá o mercado informado sobre os próximos passos.

Continua após o anúncio

Este movimento consolida a frente jurídico-institucional que vem dando previsibilidade à execução do plano. Em especial, ele se insere na trajetória aberta pela prorrogação da suspensão da exigibilidade de obrigações até a apreciação do aditamento, que protegeu o caixa, organizou o calendário de pagamentos e assegurou a continuidade operacional nas controladas. Ao submeter comentários técnicos ao laudo do watchdog, a Oi municia o Juízo com dados atualizados para calibrar cronogramas e premissas de geração de caixa da “Nova Oi”, reforçando o alinhamento entre governança, operação e finanças. Na prática, a iniciativa busca consolidar a coerência entre o que está nos autos (estrutura de passivos, tutelas e condicionantes) e o que a empresa já vem mostrando em seus números e iniciativas de reorganização.

Pelo lado econômico-operacional, o envio de informações financeiras e de performance ajuda o mercado a ler a fase atual da companhia, marcada por escopo mais enxuto e foco no core. Esse enquadramento já havia sido evidenciado pela divulgação do 2T25 que explicitou a fotografia da “Nova Oi”, com receita líquida de R$ 684 milhões nas operações continuadas, EBITDA de rotina de -R$ 98 milhões e disciplina de capex, após a retirada integral de Fibra/TV da base. Ao dialogar com esses números e com a trajetória de melhora sequencial de eficiência, o protocolo dos comentários ao laudo contribui para que as premissas judiciais e as métricas operacionais caminhem juntas, reduzindo incertezas na leitura de resultados enquanto o aditamento é apreciado.

Por fim, o destaque a “monetização de ativos” conecta-se à estratégia de liquidez e simplificação societária adotada ao longo de 2025. Um marco desse vetor foi a redução da participação na V.tal para aproximadamente 27,26% em 12/8, que preservou caixa sem novos aportes e reforçou o desacoplamento entre infraestrutura e serviços. Ao consolidar no processo judicial dados sobre desinvestimentos, governança e geração de caixa, a Oi sinaliza a continuidade da engenharia “núcleo enxuto + isolamentos de risco”, criando ponte entre a agenda de monetização e a execução ordenada do plano, com maior previsibilidade para credores e investidores.

Publicidade
Tags: