A Eneva (ENEV3) reportou um 2T25 de inflexão operacional: EBITDA consolidado recorde de R$ 1.668,3 milhões, receita líquida de R$ 3.514,0 milhões e lucro de R$ 364,5 milhões. Embora o lucro tenha recuado na comparação anual, a desalavancagem avançou com Dívida Líquida/EBITDA em 2,71x (de 4,36x no 2T24) e dívida líquida de R$ 15,3 bilhões. O desempenho refletiu o retorno do despacho por ordem de mérito, a solidez dos ativos térmicos e a operação da planta de liquefação do Complexo Parnaíba em 100% da capacidade, com a UTE Jaguatirica II sustentando a disponibilidade. Este resultado consolida a virada operacional evidenciada pela retomada do despacho por ordem de mérito e salto de 120% na geração no 2T25, reforçando o papel da companhia como supridora flexível em um SIN mais dependente de térmicas. No início do 3T25, a geração bruta já alcançou 1.380 GWh até 10 de agosto, superando o volume do 2T25.
Entre os eventos subsequentes, a empresa antecipou o início de suprimento dos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade de 2021 (Viana em agosto/25; Parnaíba IV e Geramar I/II em outubro/25), adicionando cerca de R$ 362 milhões em receitas fixas entre o 3T25 e o final do 2T26. O movimento dá continuidade à estratégia de elevar previsibilidade de caixa e capturar margens em cenário de maior despacho, em linha com a antecipação dos contratos de reserva de capacidade de 2021 (Viana, Parnaíba IV e Geramar). Complementarmente, a renovação do incentivo fiscal da SUDENE para Parnaíba II até 2034 e os novos CVUs de ponta para Porto de Sergipe I e Linhares fortalecem a resiliência da remuneração em momentos críticos do sistema. O resultado financeiro também melhorou (R$ -251,8 milhões versus R$ -918,7 milhões no 2T24), com impacto positivo de derivativos e do arranjo do FSRU, enquanto o caixa operacional de R$ 1,3 bilhão sustentou investimentos de R$ 1,6 bilhão.
No eixo de crescimento, a Eneva contratou mais R$ 500 milhões para o Projeto Azulão 950, somando acima de R$ 2,5 bilhões já contratados a um custo médio de IPCA + 4,13% a.a., e anunciou a expansão de 50% da capacidade Off-Grid com um novo trem de liquefação de 300 mil m³/dia. A operação reforça a linha de funding e a execução do portfólio apresentada no financiamento de R$ 500 milhões para o Projeto Azulão 950, totalizando R$ 2,5 bi já contratados, conectando a expansão do gás à demanda térmica e fortalecendo a integração On-Grid/Off-Grid. Em conjunto, a retomada do despacho, as receitas fixas antecipadas e o avanço do Azulão 950 ancoram a geração de caixa, aceleram a desalavancagem e consolidam a estratégia de longo prazo da companhia.







