Em 28/08/2024, o Conselho de Administração da Klabin aprovou a Política “CA” do Sistema Normativo (rev. 01, KLA-PCA-GCI-0001-PT), definindo diretrizes para elaboração, revisão, aprovação, publicação e disseminação de normas internas, com revisão máxima de 5 anos para políticas de nível CA. O arcabouço organiza quatro níveis (Políticas CA, Políticas DE, Procedimentos e Normas Técnicas), estabelece repositório informatizado com rastreabilidade e distribui responsabilidades: ao CA, a aprovação/revisão de Políticas CA; à DE, a aprovação de Políticas DE e definição de revisões; às Diretorias Designadas, a elaboração e disseminação; e à Auditoria Interna, a auditoria do processo e reporte de descumprimentos.

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Este movimento consolida a governança documental e de responsabilidades que sustentaria, no ano seguinte, marcos de compliance e transparência. Um exemplo direto é a Política do Canal de Integridade e Ouvidoria aprovada em 25/02/2025, que espelha a arquitetura definida em 2024 ao atribuir papéis claros a Jurídico, Integridade, Riscos, Controles Internos e Comunicação, prever prazos de apuração, possibilidade de anonimato e replicação nas controladas. Ao padronizar fluxos e escalonamentos (incluindo Auditoria Interna e DPO), a companhia reforça a capacidade de prevenir, detectar e remediar desvios, fator crítico para execução ágil de ofertas, parcerias e decisões sob escrutínio regulatório e de investidores.

A decisão alinha-se também ao rigor exigido pelo mercado de capitais quando a Klabin avançou em operações com rito automático e elevada exigência de disclosure. A padronização de políticas, aprovações e repositório informatizado eleva a qualidade e a rastreabilidade dos documentos de oferta, reduzindo riscos de inconsistência informacional e encurtando time-to-market. Esse padrão aparece na conclusão da 1ª emissão de CPR-Fs (R$ 1,5 bi) com registro automático, em que a governança de dados e a aderência ao guidance foram determinantes para travar prazos longos, combinar indexadores e preservar liquidez, sem abrir mão de transparência e controles.

No vetor estratégico, a clareza sobre competências entre CA e DE e a formalização de normas facilitaram a execução de movimentos asset-light com segregação de riscos e disciplina de capital. Essa coerência fica nítida no memorando para criar 2 SPEs florestais com aporte de 30 mil hectares e R$ 600 milhões, aprovado pelo Conselho, que exigiu trilhas documentais, deliberações e comunicação consistentes com o Sistema Normativo. Em conjunto, o arcabouço aprovado em 2024 e os marcos de 2025 revelam um padrão: políticas robustas e auditáveis viabilizam crescimento, monetização de ativos e acesso a capital com menor risco operacional, regulatório e reputacional.

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