Na quarta-feira, 13 de agosto de 2025, a Klabin (KLBN3, KLBN4, KLBN11) assinou memorando de entendimentos com um investidor institucional para investimento em duas sociedades de propósito específico (SPEs) controladas. A estrutura prevê o aporte de 30 mil hectares de terras produtivas pela companhia e de R$ 600 milhões em caixa pelo investidor na data do fechamento. As SPEs atuarão principalmente no Paraná e em Santa Catarina, focadas em exploração imobiliária e arrendamento de terras. O Conselho de Administração aprovou a operação por unanimidade. Segundo a empresa, o movimento reforça disciplina na alocação de capital, redução da alavancagem e otimização do ROIC. A conclusão é esperada em até 60 dias, sujeita a documentos definitivos e aprovações regulatórias.
Este passo consolida a estratégia de monetização e parceria em ativos florestais por meio de veículos dedicados, já vista no Projeto Plateau, parceria com a TIMO estruturada via SPEs e com aporte de R$ 0,7 bilhão. Ao direcionar as novas SPEs para arrendamento e outros usos imobiliários, a Klabin transforma parte do landbank em receitas previsíveis, destrava valor de áreas maduras e realoca capital para o core de papéis, celulose e embalagens. A concentração em PR e SC aproveita ecossistemas operacionais existentes, reduz risco de execução e diversifica fontes de geração de caixa além do ciclo de celulose, fortalecendo um posicionamento asset-light para expansão florestal.
Incluída nesse contexto, a transação dialoga com a agenda de desalavancagem em curso em 2025, que teve como marco o pagamento antecipado de US$ 150 milhões em dívida em junho. Ao combinar monetização de terras com capital de parceiros, a companhia reduz a necessidade de endividamento próprio, suaviza o consumo de caixa, melhora o perfil de retorno dos projetos e preserva flexibilidade para enfrentar diferentes cenários de mercado. Além disso, o desenho via SPEs segrega riscos, acelera prazos de implementação e maximiza o valor econômico de áreas não operacionais sem comprometer o plano industrial. Em paralelo, a disciplina de funding foi reforçada pela reapresentação da oferta de R$ 1,5 bilhão em CPR-F com rating AAA, coerente com a mensagem de otimização do ROIC e fortalecimento de caixa.







