Nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2025, a ALLOS (ALOS3) informou que a Fitch Ratings afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo 'AAA(bra)' da companhia. No mesmo ato, a agência confirmou o 'AAA(bra)' da BR Malls, subsidiária integral, e da 11ª emissão de debêntures, mantendo Perspectiva Estável. A Fitch destacou liderança como maior operadora de shoppings do país, carteira robusta com altas taxas de ocupação, base de locatários pulverizada, geração de caixa resiliente com FCFs positivos antes de dividendos, além de forte liquidez, estrutura de capital conservadora e ampla flexibilidade apoiada em ativos desonerados.

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Este endosso consolida a trajetória operacional e de balanço que a ALLOS vem reportando. Diferentemente de um movimento conjuntural, a decisão ecoa fundamentos que a companhia mostrou no 2T25: margens em expansão, despesas sob controle, ocupação resiliente e alavancagem moderada, com caixa elevado e capex seletivo — elementos que fortalecem a percepção de resiliência de caixa ao longo do ciclo. Esses vetores ficaram explícitos no 2T25: margens em alta, alavancagem em 1,7x e FFO por ação em expansão, em que a companhia também evidenciou crescimento do NOI e das vendas, além da manutenção de inadimplência sob controle. Além disso, a posição de líder em shopping centers com portfólio diversificado e taxas de ocupação elevadas reforça a capacidade de repasse e sustenta o aluguel percentual, reduzindo a volatilidade do fluxo de caixa em cenários de consumo mais desafiadores — premissa coerente com a avaliação de crédito da Fitch.

No eixo de previsibilidade de fluxo, a Fitch destacou FCFs positivos antes de dividendos e robusta flexibilidade financeira. Essa leitura encontra suporte na revisão para R$ 433 milhões dos recebíveis de projetos multiúso, que alonga a visibilidade de caixa contratado até 2036, diversifica fontes para além de aluguel e estacionamento e diminui a sensibilidade a ciclos. O encadeamento entre contratos de longo prazo, estrutura de capital conservadora e portfólio de ativos desonerados amplia o acesso a crédito e reduz a necessidade de alavancagem incremental, sustentando a manutenção do rating no topo da escala nacional em um setor intensivo em capital. Em paralelo, a política de alocação de capital tem privilegiado previsibilidade por ação sem pressionar a liquidez, combinando recompras com distribuição escalonada de proventos e priorizando investimentos com retorno adequado — sinal de prudência na remuneração ao acionista e preservação da capacidade de financiar expansões com dívida equilibrada.

Como marco recente dessa disciplina, destaca-se o cancelamento de 38.745.962 ações em tesouraria (7,1% do total), sem redução do capital social, que torna permanente o efeito das recompras e evidencia a gestão cautelosa do balanço — um vetor alinhado à manutenção de liquidez forte e à flexibilidade para acessar crédito, pontos centrais ressaltados pela Fitch ao afirmar os ratings e a Perspectiva Estável.

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