Com receita líquida ex-ajuste de R$656,4 milhões (+8,4% a/a) e NOI de R$579,8 milhões (+8,5%), o 2T25 da ALLOS combina ganho operacional — margens em alta e despesas controladas — com base de comparação que pressiona o lucro líquido (-35,6% a/a). O EBITDA ajustado ex-aluguel linear avançou 10,8% (margem de 72,5%) e o FFO atingiu R$304,6 milhões, enquanto o FFO por ação subiu 8,8%, refletindo a redução do número de papéis via recompra e a disciplina de retorno de capital, em linha com os dividendos intermediários confirmados em agosto e ajustados pelo programa de recompra. Operacionalmente, ocupação de 96,4%, SSS de 7,1% e SSR de 7,7%, além de inadimplência sob controle, sustentaram a expansão do aluguel percentual (+25%) e das receitas de serviços, com vendas totais de R$10,1 bilhões (+9,5%) e vendas/m² de R$1.982 (+7,4%).
Do lado de crescimento estrutural, os novos contratos para cinco torres multiuso adicionam R$42 milhões de geração de caixa projetada e reforçam um pipeline já assinado de 69 torres. Ao amarrar prazos longos de recebimento, a companhia aumenta a previsibilidade de fluxos e diversifica para além do aluguel e estacionamento, reduzindo a sensibilidade a ciclos de consumo e juros. O montante total projetado para esses projetos alcança R$433 milhões ao longo de 2025–2036 — cifra que consolida a revisão para R$ 433 milhões dos recebíveis de multiúso anunciada em agosto. Essa frente amplia fontes de caixa e sustenta o ritmo de investimentos sem diluição. Em paralelo, a parceria Helloo/NEOOH em 17 aeroportos por 10 anos fortalece a monetização de mídia OOH, criando sinergias com o ecossistema dos shoppings e elevando a receita de serviços (+20,9%).
Este avanço é viabilizado por alocação de capital disciplinada — alavancagem em 1,7x (custo médio CDI+0,75%), caixa de R$3,08 bilhões e capex de R$116,6 milhões direcionado a expansões e redesenvolvimentos (Recife, Tijuca, Campo Grande, Del Rey, Parque Dom Pedro, Bahia, Leblon e Maceió). O movimento dá continuidade à reorganização societária aprovada em julho, com cisões e incorporações de subsidiárias, que simplificou estruturas, reduziu custos e aumentou a visibilidade econômica dos ativos, acelerando a capacidade de fechar contratos de longo prazo e destravar valor. Em síntese, o trimestre reforça a tese de eficiência e monetização gradual: melhora operacional recorrente, retorno consistente ao acionista e pipeline de multiúso com recebíveis de longo prazo, que ajudam a suavizar resultados por ação mesmo em cenários de lucro contábil mais volátil.







