Em 22/09/2025, a Natura Cosméticos (NATU3) comunicou que a Dynamo reduziu de forma passiva sua participação para 8,84% do capital, totalizando 121.485.385 ações ordinárias quando considerados derivativos referenciados. A gestora explicou que a variação decorre do vencimento de instrumentos de liquidação física não exercidos. No detalhamento, informou deter 111.485.385 ações ON, exposição comprada via derivativos equivalente a 10 milhões de ações e exposição econômica vendida de 5 milhões, sem acordos de voto e sem intenção de influenciar a administração. O ajuste sucede a ultrapassagem de 10,04% pela Dynamo em 4/9/2025, atribuída à recomposição técnica de papéis alugados.
À luz desse histórico, a leitura é de dinâmica predominantemente técnica na base acionária, e não de tentativa de influência ou mudança de controle. A própria Dynamo afirma objetivo estritamente de investimento e ausência de acordos, o que reforça que a variação reflete gestão de exposição entre ações à vista e derivativos, típica em períodos de maior liquidez e reprecificação de teses. Para a companhia, esse pano de fundo tende a preservar o foco na execução operacional e nas definições estratégicas em curso, com estabilidade institucional. Essa estabilidade tem sido sustentada pela prorrogação do Acordo de Acionistas até 31/10/2025, que blindou a tomada de decisão enquanto integra sistemas, transfere ativos operacionais e avalia alternativas para negócios não core.
Em paralelo, a rotação na base de investidores ocorre enquanto a Natura executa sua agenda de simplificação e foco regional, com redução de complexidade operacional, disciplina de capital e clarificação de KPIs por geografia. A companhia tem transformado ativos intensivos em capital em modelos asset-light, preservando relacionamento comercial e capturando margem via fornecimento, ao mesmo tempo em que avança em carve-outs que favorecem desalavancagem e expansão de margem. Exemplo recente é o acordo para vender a Avon International (Natura &Co UK Holdings) à Regent com estrutura de £1 e earn-outs, movimento que consolida a priorização da plataforma latino-americana e reduz ruídos fora do core.







