Em 17 de setembro de 2025, a Randon (RAPT3, RAPT4) informou que sua controladora, Dramd Participações e Administração Ltda., elevou a participação total de 39,4% para 42,8% após a homologação do aumento de capital. A posição em ON subiu de 81,7% para 83,1% e em PN de 16,2% para 20,2%. A Dramd destacou que a variação decorre exclusivamente da subscrição das novas ações, não detém derivativos e não tem intenção de alterar o controle ou a estrutura administrativa. O movimento é o desfecho societário do ciclo de preferência e sobras, bem como da homologação parcial do aumento de capital em 3 de setembro, culminando com o crédito das ações em 12/09.
Estrategicamente, a maior participação do controlador reforça o pilar de equity do plano de estabilização financeira da companhia. Ao aportar capital próprio na holding, a Dramd amplia o colchão de liquidez, ajuda a aliviar a alavancagem e sustenta a execução operacional e a internacionalização em um ambiente doméstico mais fraco para pesados e agro. Essa decisão é consistente com o roteiro apresentado ao mercado, que combina otimização de capital de giro, dívida longa via debêntures e expansão de serviços financeiros (Rands + Pátria) para reduzir a ciclicidade do portfólio e preservar a disciplina de capital — o trilho financeiro detalhado no Site Visit 2025 (alavancagem de 3,88x e aumento de capital na holding).
Além de coerente com a estratégia, o reforço de equity responde ao choque de rentabilidade do 2T25, quando a companhia reportou prejuízo e anunciou um pacote de liquidez com debêntures e capitalização. Esse conjunto diminui a pressão sobre covenants, evita estresse de curto prazo e cria espaço para capturar sinergias e ganhos de eficiência enquanto a margem se recompõe. Nesse contexto, o aumento de participação do controlador funciona como voto de confiança e alinhamento de longo prazo, em linha com o prejuízo de R$ 34,9 milhões no 2T25 e o plano de reforço de capital. Cronologicamente, a jornada desta capitalização começou com o encerramento do período de preferência e a abertura da rodada de sobras em agosto, seguiu por pedidos de sobras adicionais e eventuais retratações, e avançou para homologações no início de setembro. Na prática, esse fluxo permitiu a absorção das ações remanescentes, acomodou o apetite do controlador e consolidou o novo capital social com crédito das ações em 12/09 — sequência descrita na rodada de sobras iniciada após o fim do direito de preferência.







