A Randon concluiu a etapa de subscrição de sobras do aumento de capital privado em 3 de setembro e teve a homologação parcial aprovada pelo Conselho, elevando o capital social para R$ 2,1537 bilhões, agora dividido em 349.724.671 ações. No ciclo completo (preferência, sobras e retratações), foram subscritas 9,326 milhões de ON e 11,068 milhões de PN, somando R$ 153,7 milhões. Nas ON, a demanda superou a oferta e houve rateio; nas PN, as sobras não demandadas foram canceladas. Este marco representa a conclusão prática da rodada de sobras do aumento de capital iniciada em agosto, quando a companhia já havia superado o piso de captação na etapa de preferência, e consolida o reforço de caixa planejado para dar mais folga financeira à execução operacional.

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Estratégica e financeiramente, a injeção de capital atua como amortecedor em um momento de alavancagem elevada. No início de setembro, a companhia expôs no Site Visit 2025 a estrutura de capital e a alavancagem de 3,88x, destacando que, no critério pró-forma e ajustado por itens não recorrentes, a métrica recuaria para a faixa de 3,3x–3,5x, próximo aos covenants. O pacote de respostas descrito naquele evento combinava otimização de capital de giro, dívida longa (debêntures), capital próprio na holding e avanço de serviços financeiros (Rands + Pátria) para reduzir a dependência de negócios mais cíclicos. A homologação parcial agora materializa a perna de equity desse trilho, reduzindo a pressão sobre indicadores, reforçando liquidez e estabilizando o balanço para capturar sinergias de aquisições e sustentar a internacionalização sem comprometer a disciplina financeira.

O movimento também conversa com a necessidade de blindagem após um trimestre de rentabilidade pressionada. No 2T25, a companhia reportou o prejuízo de R$ 34,9 milhões e anunciou um plano de reforço de capital que incluía debêntures e aumento de capital privado. A captação total de R$ 153,7 milhões na holding, somada ao alongamento de passivos e à gestão de NCG, reduz o risco de estresse financeiro em um ciclo doméstico mais fraco em pesados e no agro. Em paralelo, a empresa mantém a régua de execução do guidance 2025 (receita de R$ 12,0–13,5 bi e margem EBITDA de 12%–14%), ancorada em resiliência do top line, maior peso do pilar de reposição e captura de eficiência. Em síntese, a conclusão do aumento de capital não é um evento isolado: ela consolida a virada de prudência financeira iniciada no meio do ano e cria terreno para uma desalavancagem gradual com menor volatilidade de resultados.

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