Na sexta-feira, 12 de setembro de 2025, o Banco do Brasil (BBAS3) informou que exercerá, em 15/10/2025, a opção de resgate da totalidade dos títulos subordinados de nível I emitidos em 2013 com cupom 8,748% (Banbra 8,748% a.a.). Permanecem em circulação US$ 1,7236 bilhão, montante que equivale a 68 pontos-base do capital complementar de nível I; o índice encerrou junho/25 em 13,27%. A emissão original foi de US$ 2 bilhões, com cupom de 6,25%, e foi reprecificada em 15/04/2024 após a decisão de não exercer o resgate na primeira janela. Segundo o BB, a gestão de ativos e passivos prioriza substituir esse passivo legado por letras financeiras perpétuas no mercado doméstico, reduzindo custo e exposição em dólar, sem impactos relevantes na liquidez ou no capital.
Este movimento consolida a disciplina de capital sinalizada ao longo do ano: ao reduzir o custo de um instrumento caro após o reset, o BB preserva folga regulatória enquanto ajusta o mix de funding. A decisão dialoga diretamente com a fixação do payout de 30% para 2025, que equilibrou remuneração e robustez do balanço em um semestre de maior custo de risco. Ao trocar dívida perpétua em dólar por emissões domésticas, o banco ganha previsibilidade de custo, reduz volatilidade cambial sobre o capital e mantém o Índice de Nível I acima do requerido, sem pressionar a liquidez — coerente com a mensagem de “ano de ajuste” e prioridade em eficiência.
Em termos operacionais, a troca de passivos reforça a estratégia de moderação e seletividade detalhada na revisão das Projeções Corporativas para 2025. Aquele guidance desacelerou o crescimento da carteira, explicitou custo de crédito mais alto e priorizou preservação de capital e cobertura. O resgate do Banbra 8,748% se encaixa nesse desenho: reduz encargo financeiro futuro, faz a ponte para instrumentos mais aderentes ao apetite de risco vigente e amplia a capacidade de atravessar o segundo semestre com estabilidade de índices prudenciais, mesmo com originação mais seletiva e margens normalizadas.
Na dimensão de remuneração, o passo atual também conversa com a gestão tática de caixa comunicada recentemente — a decisão de concentrar o pagamento do 3º trimestre em 11/12/2025, sem antecipação. Em conjunto, as medidas formam uma narrativa coesa: preservar capital e eficiência no curto prazo, trocar passivos legados por instrumentos mais baratos e previsíveis e sustentar a retomada de rentabilidade com menor consumo de capital. Caso surjam fatos adicionais, o BB promete divulgá‑los prontamente, mantendo o padrão de disclosure observado nos últimos comunicados.







