O Banco do Brasil (BBAS3) informou, em fato relevante desta quarta-feira, 20 de agosto de 2025, que a remuneração aos acionistas referente ao 3º trimestre de 2025 será paga integralmente em 11/12/2025, sem antecipação no período. A decisão decorre da necessidade de convergência ao payout de 30% aprovado pela Administração em 13 de agosto. O comunicado, assinado pelo VP de Gestão Financeira e RI, Marco Geovanne, complementa os Fatos Relevantes de 19 de fevereiro e 14 de agosto, e reforça que “fatos adicionais julgados relevantes serão prontamente divulgados ao mercado”.
O movimento dá continuidade à recalibragem de remuneração alinhada a capital e risco, em linha com a fixação do payout de 30% para 2025. Ao concentrar o pagamento do 3º trimestre em uma única data, o banco reforça previsibilidade para o investidor e disciplina de capital em um semestre de custo de crédito mais elevado, originação seletiva e reprecificação de carteiras. Na prática, a eliminação do pagamento antecipado no trimestre reduz volatilidade de caixa, ajuda a preservar o índice de cobertura e sustenta o balanço enquanto a margem financeira se normaliza com o novo mix de crédito.
Além de complementar o comunicado de 14/08, a decisão é coerente com a revisão das Projeções Corporativas para 2025, que reancorou NII, custo de crédito e lucro, e moderou o crescimento por segmentos para preservar qualidade e capital. Diferentemente do início do ano, quando a pressão de provisões era menor, o guidance atualizado já antecipava um segundo semestre mais prudente. Assim, a convergência do payout e o fim da antecipação no 3º trimestre atuam como instrumentos táticos para manter robustez de capital e coerência entre política de riscos e remuneração ao acionista.
No plano de governança, a mensagem reforça previsibilidade e disciplina de disclosure — do cronograma de resultados ao uso de fatos relevantes para ajustes operacionais —, em linha com a reeleição da diretoria executiva para o mandato 2025/2027. Este capítulo consolida a estratégia iniciada no 2º semestre: prudência na expansão, foco em eficiência e remuneração sustentável, conectando política de dividendos/JCP à trajetória de normalização de inadimplência, à cobertura de provisões e ao consumo de capital, com estabilidade na liderança e execução disciplinada.







