O Banco do Brasil revisou nesta quinta-feira, 14 de agosto de 2025, suas Projeções Corporativas para 2025, reduzindo a variação esperada da Carteira de Crédito para 3,0% a 6,0% (antes, 5,5% a 9,5%) e retomando os intervalos de Margem Financeira Bruta (R$ 102–105 bi), Custo do Crédito (R$ 53–56 bi) e Lucro Líquido Ajustado (R$ 21–25 bi). No 1S25, o banco registrou R$ 11,2 bi de lucro ajustado, NII de R$ 48,9 bi e CoC de R$ 26,1 bi. Este movimento consolida a recalibragem iniciada na divulgação do segundo trimestre e reancora as expectativas do mercado à luz do ambiente de crédito, conforme a revisão do guidance no 2T25, com NII de R$ 102–105 bi e lucro de R$ 21–25 bi, já sinalizando custo de crédito mais alto.
No detalhamento por segmentos, o novo guidance impõe moderação relevante: Pessoas Físicas e Carteira Sustentável entre 7% e 10%, Empresas a 0%–3% e Agronegócios a 3%–6%. Como referência, no 1S25 os crescimentos foram, respectivamente, 8,0%, 15,2%, 8,0% e 10,6%, o que implica desaceleração deliberada em PJ após forte expansão no semestre. Essa redistribuição do crescimento busca preservar qualidade, capital e cobertura de provisões, diante do custo de risco mais elevado e de uma originação mais seletiva. Esse reequilíbrio também dialoga com a indicação de Gilson Alceu Bittencourt para a vice‑presidência de Agronegócios, reforçando a priorização técnica em um segmento que demandou ajustes de risco e vem ancorando parte da prudência nas projeções.
Na dimensão operacional, o banco manteve as receitas de prestação de serviços em R$ 34,5–36,5 bilhões e as despesas administrativas em R$ 38,5–40,0 bilhões, reforçando foco em eficiência enquanto reancora expectativas para NII e custo de crédito. A sinalização de que “fatos adicionais serão prontamente divulgados” sucede o período de silêncio e sustenta previsibilidade ao investidor, alinhada ao esforço recente de disciplina de disclosure e estabilidade de mensagens. Esse arcabouço ganha robustez com a reeleição completa da diretoria executiva para 2025/2027, que preserva a continuidade estratégica e a coerência entre o ajuste de guidance, a seletividade da carteira e a execução do plano para normalização gradual da inadimplência.







