Nesta quarta-feira, 27 de agosto de 2025, o Banco BMG informou que o prazo de preferência do aumento de capital se encerrou em 25 de agosto. No período, foram subscritas 12.386.896 ações, total de R$ 38.696.886,03. Permanecem 3.468.987 ações não subscritas, no valor de R$ 10.837.115,46, que poderão ser adquiridas como sobras e sobras adicionais. O direito de subscrição poderá ser exercido por cinco dias úteis, de 28 de agosto a 3 de setembro, pelo mesmo preço de emissão das novas ações (R$ 3,124 por ação), com integralização à vista. A proporção é: para cada ON subscrita no período de preferência, direito a 15,38032679957% de ON e 35,75905825143% de PN; para cada PN subscrita, direito a 51,13938505100% de PN. Pedidos de sobras adicionais ficam sujeitos à disponibilidade e rateio. O movimento dá continuidade ao plano de recomposição de capital e ao aumento de capital a R$ 3,124 por ação, com impacto projetado no Basileia, detalhado nos resultados do 2T25.

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Em termos estratégicos, a etapa de sobras é um desdobramento natural de uma agenda que combina solvência regulatória com disciplina de originação e eficiência. Ao reduzir incertezas sobre o nível final de capitalização, o banco reforça a capacidade de sustentar crescimento seletivo no consignado, manter o custo de funding em queda e preservar a melhora de inadimplência e cobertura observadas ao longo de 2025. Essa trajetória também dialoga com a percepção de risco no mercado, pois transforma em execução prática o compromisso de fortalecer capital e rentabilidade. Nesse sentido, o anúncio atual converge com a elevação da perspectiva para positiva pela Fitch, que destacou um plano crível para recompor o capital, sinalizando que a recomposição vem sendo entregue em fases coerentes e monitoráveis.

Para o investidor, os próximos cinco dias úteis serão decisivos para a alocação final entre preferentistas que manifestaram interesse e a distribuição proporcional das sobras, inclusive adicionais, observadas as regras de rateio. Importa notar que, ao término do processo, caso haja homologação parcial com atingimento da quantidade mínima, as ações remanescentes serão canceladas, sem leilão, o que evita diluição desnecessária e preserva o valor por ação. Essa calibragem entre robustez de capital e disciplina de emissões mantém coerência com a política de retorno em curso, exemplificada pelo pagamento de R$ 58,3 milhões em JCP do 2º trimestre, reforçando a tese de que o BMG busca equilibrar fortalecimento do Basileia com remuneração ao acionista de forma previsível.

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