O Banco Pine (PINE3, PINE4) aprovou, em 8 de setembro de 2025, a aquisição de até 5.000.000 de ações de própria emissão, incluindo ordinárias e preferenciais, para manutenção em tesouraria e posterior alienação, transferência ou cancelamento, sem redução do capital social. A deliberação foi unânime, observando a Resolução CVM nº 77 (limite de 10% do free float por espécie) e alinhada à Resolução CMN nº 5.177/2024, que orienta o uso de ações em programas de remuneração variável a administradores. Segundo a companhia, os objetivos são viabilizar a remuneração variável e maximizar valor ao acionista. O banco informou ter 110.695.415 ações preferenciais e 116.044.153 ações ordinárias em circulação. As demais informações constam do Anexo G da Resolução CVM nº 80, anexado à ata do Conselho de 8/09/2025, arquivada na CVM e no site de RI.

Continua após o anúncio

Este passo reforça a disciplina de alocação de capital: o Pine recompra quando identifica assimetria e cria estoque para remuneração em ações, alinhando incentivos e preservando flexibilidade financeira. A decisão dialoga com a trajetória operacional recente — lucro crescente, ROAE elevado, NIM resiliente e avanço do crédito — que ampliou a folga prudencial e sustentou política de proventos. Essa combinação de retorno ao acionista com crescimento controlado já havia aparecido nas robustez de capital e aceleração do crédito reportadas no 1S25, quando o banco registrou rentabilidade acima da média do setor e mencionou recompras e proventos como parte da sua agenda de capital.

Ao mesmo tempo, a recompra atual se encaixa como contrapeso tático ao programa de capital via bônus de subscrição. As janelas seriadas de exercício funcionam como mecanismo anticíclico de reforço de capital a preço pré-definido, enquanto a recompra devolve capital quando a estrutura está confortável ou quando a gestão busca mitigar diluições e prover ações para remuneração variável nos termos da CMN 5.177. Assim, o anúncio de recompra complementa a abertura do 11º período de exercício dos bônus de subscrição em setembro, compondo uma mesma estratégia: flexibilidade para financiar crescimento e, simultaneamente, calibrar o retorno ao acionista sem depender do humor do mercado.

Nessa lógica de previsibilidade e governança, o Pine tem reiterado o rito societário das conversões — manifestação, liquidação, homologação e crédito — reduzindo incerteza e sinalizando execução disciplinada. A recomposição dinâmica entre captação via bônus e devolução por recompra evita excesso estrutural de capital, ao mesmo tempo em que minimiza a diluição ao utilizar ações em tesouraria para programas de incentivo. Essa coerência já vinha sendo reforçada com a abertura do terceiro período de exercício de bônus e manutenção do rito de governança, e o movimento de hoje consolida a mensagem: crescimento com risco controlado, retorno previsível e alinhamento de interesses entre gestão e acionistas.

Publicidade
Tags:
Banco PinePINE3PINE4